
[8.7.08]
Os cabelos crescem e as pontas ficam duplas. Os dias deixam marcas de sol em meu rosto branco e as olheiras pesam a cada dia. A vida passa por mais que você não queira, mas agora eu quero. Vamos continuar aqui para ver no que dá, vamos continuar aqui nos divertindo com as desgraças dos outros. Os dias que se passam sólidos com tudo igual, o mesmo gosto de paladar do mesmo tudo.
Admito que agora é mais fácil - mais belo e menos pesado. O trabalho acalma, o meu relógio retorna ao eixo. A anorexia parece dar um tempo, espero que suma.
Continuo com interações medicamentosas para acalmar a mente, não mais esmurro a parede; apenas espero as férias passarem para tudo voltar a uma correria esquizofrênica aonde o tempo que me sobre eu possa dormir.
Os dezenove passaram, os vinte estão acabando - estou ficando velha, quem se importa mais com o passar do tempo do que com o contar dos dias?
Por PSEUDOS às [10:11 AM]
Não Abstenções:
[15.9.07]
Sabe Stella; faltam sete apenas sete para passar dezenove.
Está na hora de circunscrever um, quadrado e arredondar-lhe as arestas; bendito quadrado.Este gosto podre, gosto podre de ontem, mas amanhã o hoje será belo. Amanhã o hoje será (a conseqüência).
Não quero lembrar; como cabular-me e esquecer-me? Configura-se fácil, a Stela falsifica. Mas como fazer para que me esqueçam, como apagar os sete que faltam; como mentir e transferir tudo para o ontem?
Como enlouquecer de forma amena e afogar-me; cimentar-me na tampa do lodo, como o tampo no quadrado circunscrito? Anda tudo do avesso ao contrário, no centro das arestas circunscritas. Gostaria de esquecer-me e desligar-me. Apagar o mundo de meu afago e afagar o meu veneno – Entorpecer bebendo água.
Lenore, lembra-te quando a Clarissa caiu do vigésimo andar escorrendo pelos tacos da sala de estar?
Lembra-se, se lembrasse lembrando-te. Não era vigésimo, nem sequer décimo quinto - isso não importa - os desmembros fundidos nas várzeas do piso.
Ora pois; digo-te e não lembro-me, assim como todas estas arestas cimentadas em tampos de....queria ser menos vista.
Esquizofrenia insone consome. Amargo como o beijinho que azeda a língua no fim da festa; nada me resta além da Stella piegas cheirando os tacos.
Por PSEUDOS às [4:03 PM]
Não Abstenções:
[9.9.07]
Não quero saber, não quero saber.
Não me venham lembrar, não quero-me. Não lembro-me.
E que diferença faz? Qual a diferença, tudo é sempre a mesma, e sempre a mesma é sempre tão amargo.
O dia foi quente, mas o vento estava frio. Tudo calmo na exatidão do momento. Momentos são sempre exatos. Sempre exatos. E neste exato momento, ausentar-me-ei da lembrança.
Nada é tão assustador quanto o tempo. Não quero bolo, não quero pão, não quero nada. Quero enterrar-me até que o dia passe, até que outubro chegue. Até que eu me esqueça que o tempo passa, e isso invariavelmente demorará anos para a fossa chegar; mas invariavelmente. Ela chega.
Cimentaste, é o que me resta.
Stella, Cimentaste.
Quem realmente conhece a Stella sabe que ela não sou eu. E a recíproca não é verdadeira.
Não quero saber, e quem se importa, não me importo.
E só mais um, só mais um.
Por PSEUDOS às [9:30 PM]
Não Abstenções:
[28.6.07]
Por hora sem cabelo longo e com Stella.
Verdade, perdi a paciência e a persistência.
Não desisto do que é meu e invariavelmente meu. Preciso de forças, esse é o começo do fim de nossas vidas, como todos os dias. Eu amo vocês que eu tanto desagradei, desculpe meus murros, minhas juntas roxas e meus pulsos cicatrizados; desculpe a ira.
Ira que por ironia vai e vem, divagava e se entra pelas frestas de meus calos, Meus dentes de quebram com o nervoso que enerva até dormindo.
A tabua andava rasa assim como minhas idéias e soluções. Bater a carne para amaciar o boi.
Amarelo manga, manga amarela aprendeu a bater no meu estomago que meu diafragma involuntário falsifica em palpitações calamitosas. Haja paciência. Que vergonha, que vergonha.
Mesmo com toda minha farmácia para controlar meus nervos.Tudo se resolve com seretonina falsificada.
Entranhas reclamam com o cansaço e falta de saco pode se configurar em depressão, e a depressão em síndromes infinitas.
O que eu tenho? Quanto é que eu morro?
“Sem saber que o fim já vai chegar”
Dopamina, quem diria, a velha dopaminA
Minha antiga dopaminha é meu, que o dope seja químico e em cápsulas.
Tudo mudou tanto.
Mal filho à casa retorna, com frio e com fome.
Querendo colo e atenção.
E com toda a vergonha do mundo.
Me desculpem meus amores, mas tem horas que eu não me agüento.
Voltarei a ser um dia eu e parar com essa conversa de botas batidas.
Por PSEUDOS às [2:19 PM]
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[4.6.07]
Cortar com alicate a ponta dos dedos queimados por uma mania inútil por mais energia. Busca incessante por algo que apazigúe a mente e descanse o corpo. O ar não passa das traquéias, os batimentos vazam por minhas temperas, invadem minhas idéias corrompendo minha razão. (Cadê a dor? Cadê a dor? Esse cheiro me incomoda tanto. Você deveria morrer Cecília para parar de querer matar quem nos mata ... ela deveria ter continuado desmaiada).
Os morros andam mais altos e o meu animo muito menos usual; me quero de volta ... devolva-me. O cimento derreteu meu animo, minha paciência e minha calma; e o espelho há de roubar minha alma - mas nada de giletes, nada de giletes.
Apenas por hoje não irei socar as paredes para sentir meus tendões doerem como nunca antes, eu queria uma faca e como eu queria, eu queria um tabaco mais que perfeito; eu queria tanta coisa ... Você pode morrer Cecília? ... E como eu queria.
Preciso de perder-la, perder esta que me envenena. Para quem sabe conseguir voltar a viver, consegui voltar antes de Agosto chegar.
... Stella, me ajuda Stella ...
Não mais me cansar, não irar, não magoar; uma depressão não compreendida, uma lanterna que afoga, um caos meio que amargo.
Se ao menos eu soubesse que estou triste, se ao menos eu soubesse; quando era apenas tristeza podia ser mais feliz. Eu não estou triste, apenas quero cortar os dedos com a ponta do alicate, de socar as paredes para quebrar meus dedos e deformar os ligamentos. Guardar toda essa ânsia, esse histórico de desgraças intrínsecos em minha carne.
O amanhã serei eu, ele está demorando tanto.
Loucura muito bem escolhida, era melhor ser apenas triste, e como era.
Cadê o alicate, cadê o alicate.
Stella, mata a Cecília. Recolha a Clarissa que anda escorrida pelos cantos empoeirados dos buracos dos tacos. Mata a Cecília.
Babsi matava a Cecilia enquanto sorria. Era apenas um sonho, apenas um sono.
Deixem-me viver.

Por PSEUDOS às [10:17 AM]
Não Abstenções:
[15.4.07]
Saudades.
Divagações.
Portas abertas, tabuas rasas, estômagos chumbados, pêlos queimados.
Ele não veio, ele não vem.
Não chega, nunca chegará.
Vou buscá-lo. Ele era meu, em pronome possessivo.
E não me venham querer substituí-lo por outro felino qualquer.
Sempre existirão lamas, sempre existirão gatos.
Quero meu Rangel de volta, nem que eu vá buscá-lo.
Por PSEUDOS às [10:26 PM]
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[12.3.07]
-Tudo que é sólido se desmancha no ar-
Por PSEUDOS às [3:40 PM]
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[19.12.06]
Dissertação
Ei garota, porque está dançando quando poderia estar sozinha?
Chocando os maços com os bolsos, levando a fumaça as traquéias, chocando os lábios contra, contra.
Ei garota, mais que luzes inebriantes precisam para te fazer feliz; porque dança quando deveria estar sozinha, porque não dormir ao invés de sorrir a sombra do espelho.
Mais que luzes para levantar teu tom de voz longe de tua casa; garota, longe de seu lugar chocando os dentes; tua carne e tua.
Porque dança se poderia estar.
Se poderia cimentar-te. Sem inventos nem anexos, uma questão de marcas das luzes e do vício.
Pele dentes, carne fraca.
Ei garota feliz com seu pedaço de vidro.
Lindas jabuticabas - Lindas minhas, peles sujas; pés descalços, pisos molhados; sem sombra de dúvida. Minhas.
Fico no aguardo.
Por PSEUDOS às [11:29 AM]
Não Abstenções:
[7.11.06]
O estomago embrulha, a respiração expressiva que ecoa pelo ouvido; o embrulho e o tédio. O dia estava quente, a pressão alta, aumenta a batida, aumenta a batida, acelera, desassossega, esquenta minha nuca e meu queixo meio que tremulo.
O sol brilha e não se apaga no fim do dia. Um filete de suor salgado escorre pelas temperas, tempera a saliva, salobra as vestes.
O odor salgado de peles ao sol, de carne crua que trafega. A inquietação e o desassossego.
Flutua em meu aquário minha linda, nade na redoma de vidro minha cara, afogue tuas salivas e a carne podre tua.
A pressa é inimiga da pressão, a pressão é inimiga da pele. Que se escorre e se esvai sem nunca sair da carne.
Mãos tremulas em busca da nuca, enrolar os fios dourados em círculos.
Cabelos castanhos e as jabuticabas.
O morro segue seco logo acima, abaixo a depressão sem rotatória; a respiração que consome meu ar e o peito cheio de conteúdo de escarros. Traquéias entupidas da cidade, o estomago que se embrulha por falta de carne.
Ainda tenho dentes.
Afiada gota escorre pela nuca, invade o algodão.
Tudo como sempre foi, sem vinho nem angústia.
Quero minha vanguarda.
Apenas mais uma saudosista vagabunda.
Por PSEUDOS às [11:37 AM]
Não Abstenções:
[30.10.06]
O sol está de novo incomodando minhas gengivas ao ponto de doer minha mente, a cabeça divaga dói e pensa sobre como e quando e como e quando. Tudo que é importante se vai rápido, sem controle ou nexo.
Talvez seja loucura ou talvez seja apenas divagações póstumas, sem qualidade estética e/ou poética. Tudo no mesmo saco, no mesmo saco preto, no mesmo lixo. Tudo igual.
Estava tão belo aquele céu, aquele centro sem gente, sem nada; que as jabuticabas me guiem, que eu sempre saiba o que eu sempre soube.
Quem você pensa que é? Mantenha a calma e o controle, a descontrolada sou eu. Somos nos. Babsi ist tod, ist tod, ist tod. Eu não quero ser como ela, eu não posso ser, ela está póstuma, assim como meu valor cotidiano de pré-agonia.
Agonia, outra que já se foi junto com o sangue, não tem mais nada além de mim, sem mais eus, com todas junto, se fundindo aos buracos do taco, e escorrendo em rumo a poça.
Tudo em primeira pessoa, sempre onisciente.
São todas minhas, eu mato quem eu quiser. Quando quiser, como quiser.
Que caiam em desuso.
Por PSEUDOS às [2:31 PM]
Não Abstenções:
[15.10.06]
(...)
A pretensa revolta romântica é uma atitude pessimista e sem segurança do individuo que apóia suas reivindicações nas mesmas relações sociais: propriedade e burguesia que são objeto de sua revolta, mas os sustentáculos das suas atuais condições de vida. Assim, o romântico encerra-se num círculo vicioso; é um jovem burguês que, paradoxalmente, permanece indignado com a vulgaridade da existência burguesa. Desta forma, a revolução romântica é a aventura das soluções sem solução, é a revolução que não passa de um estagio infantil pois não aspira, senão, a atingir os limites certos dos seus próprios domínios: o Eu e sua propriedade em conúbio com seus fantasmas.
(...)
Esses vultos assinalam tendências que não poderiam ser entendidas na visão ortodoxa da estética, ou melhor, só poderiam ser vistos como momentos de desalienação que pré-enunciam as tendências modernas e iluminam sua melhor produção artística.
(...)
A estratégia dos signos ... Ferrara, Lucrécia
O modernismo passou e o contemporâneo chegou.
Está tudo implícito.
Por PSEUDOS às [10:49 PM]
Não Abstenções:
[8.10.06]
Todas as pequenas coisas, o cabelo que cresce e a idéia que escorre; o passar dos dias; a faculdade e a iniciação cientifica, a falta de álcool e de tabaco, mas ainda somos a.
Ainda escorro e definho; não sou mais um zero a esquerda, somos dois ou três.
Que diferença faz, que diferença, todas essas pequenas coisas que se mudam e mutilam a cada dia.
O tempo nem frio nem quente; o ônibus lotado do inicio ao fim do dia; ao olhos feitos jabuticabas. E que olhos!!! São meus, apenas meus, apenas, insisto resmungo e definho, preocupação mata, gostar mata, jabuticaba vicia. E não tem mais corres de tempestade.
Nunca nada tem sido como foi indo e acabou sendo; os dias iguais e sempre novos. Tudo correndo e se esvaindo, o trabalho e faculdade; faculdade e trabalho, trabalho e notas; sempre dizendo sobre tudo aquilo que não é ensinado na normalidade.
O tempo passa devagar, e cada dia mais me distancio de meus velhos amigos de farra ou de fossa; amigos da Annia ou Clarissa; e não, Cecília afirma que não tem amigos. Babsi não tem mais que se arrepender.
Esse lugar passa gente demais, anda público demais, e eu; não, nós não temos o que reclamar.
Espero que esse inicio de felicidade não seja a felicidade em si, como achava uma outra Clarissa.
Não espero mais nada além do que tenho, e para mim isso já basta. Meu eu lírico já era.
Nós somos todas, eu sou todas; meu eu lírico já era, todo esse passado se foi.
E todas essas mentiras sinceras terminam aqui.
Por PSEUDOS às [10:47 PM]
Não Abstenções:
[29.8.06]
Desatar os nós do cabelo pela manhã, numa viagem de ônibus rumo a um novo dia, completamente nova. Fazer manha, o sono sobe pelas temporas e desce as pálpebras. Não, não posso dormir de pé na condução lotada. Desviar os olhares, observar o movimento, tudo para manter-se minimamente ciente dos arredores. E sentar-se no fim do caminho, só para descansar os joelhos por 5 minutos.
Os joelhos mais não suportam andar, ao leu em busca do nada. Nadar nos devaneios sinceros; e esquecer do que já foi pensado, no que já foi dito.
Que sonho foi aquele; que porra de pesadelo foi aquele. Não pode, não deve, devaneio maluco e melodramático; angustiantes com os olhos jabuticabas. Não pode, não será; não vai acabar assim.
Olhos jabuticabas, não apenas jabuticabas, mas meus olhos; só meus; em pronome possessivo. Mesmo que eu os pluralize.
Fazer o transporte parar com um aceno, passar a mão na testa para forças as pálpebras para cima. Transporte lotado; nada como uma greve de metrô.
Dia novo, começo novo, tudo de novo, com direito a férias e décimo terceiro; preciso até de um décimo quarto e uma câmera fotográfica; mais uma e várias.
Preciso de chuva, de narinas úmidas, de castanhos acordados com minhas jabuticabas.
Tudo novo, de novo, pelo visto melhor; quem sabe.
Quero meu pescoço e menos maré vermelhas. Ir e voltar; exposição de arte não mata ninguém, apenas joelhos marginais. Fotografar calcanhares diversos. E ir ao velho centro.
Lugar sujo, decadente, péssimo. Com cheiro entreposto de merda com água suja. O subúrbio do centro não mereçe a mínima atenção, digamos, não tem a mínima atenção.
Pessoas jogadas como o lixo, brigando por lixo e cola; crack ou cocaína que seja. Cheiro fétido de pessoas sujas, greve de metro causa convulsão de trens, pessoas que se atropelam e apertam em busca de uma vaga para o corpo, mesmo que seja atirado contra a porta, ou espremido na oposta. Deixar parte a prestações no centro, voltar num longo caminho.
Por PSEUDOS às [11:57 PM]
Não Abstenções:
[29.7.06]
Seco, calor, canseira, mormaço.
Mormaço seco cansa com o calor, o dia cansativo esvazia minha mente de idéias e me deixa cada vez mais desanimada e com cada vez mais vontade de dormir.
Cadê o meu moço?
Mormaço seco, com poeira na São Paulo que não chove. Centro seco, pés descalços e ombro roxo.
Cadê-lo?
Captar o pouco de ar que resta na cidade cinza de ar visível; nariz a secar por falta de água no ar.
Cadê?
Descer o morro depois da vila, chegar ao subúrbio condensado entre casas em partes imponentes e completamente impotentes.
Moço?
Subir o morro com a bacia doendo, a perna mancando. Correndo para que o morro acabe comigo e que se acabe.
Chegou-se?
Parar na planície de poeira, com pequenas partes da pele soltando gotículas salgadas da água que sublima em pleno inverno; mais quente de minha existência.
Quando chega?
Implorar mentalmente por líquido para liquidar a sede. Por mais oposto de sólidos carbônicos no ar.
Onde está?
O cigarro não faz falta com todo esse monóxido desvairado.
A falta de fluído no ar e falta de fluidez em palavras. Falta de água, falta de ânimo.
Dor que sobre pela perna e que reflete nos rins; calo que arde a cada pisada.
Pestanas implorando por cama, corpo por água, cabeça por descanso e ouvido por vozes.
Preciso de dias mais úmidos e menos quentes. E tenho o dito.
Venha; achega-te, acomoda-te.
Achega-te. Chega-te.
Cimenta-te
Por PSEUDOS às [7:36 PM]
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[11.7.06]
Tente ver o outro lado, tente ir para o outro lado. Tente ver como a cidade tem ruas tristes e cinzas; e como nós enchemos pouco a pouco delas. De nos mesmos, nos enchemos de tudo; o mesmo modo que necessitamos de tudo isso, juntos na mesma lama. Dando ordens tortas por linhas fracas. Tudo está tão cinza, com o tempo seco.
Pela janela do ônibus espero os minutos passarem enquanto meu pulmão não se enche de ar. A carne é fraca, a mente é falha; de volta ao mesmo lugar; com o maior elefante branco de São Paulo; torcendo para que os prédios saiam do meu caminho e que possa enxergar alguns metros adiante. Está chegando? Está chegando; esta é a esquina da angústia. Alguém tem algum nome melhor para ela?
Quantas horas por um misero ônibus; quanto minutos até a esquina se acalmar, e não chamar mais meus olhares que a rua e os ônibus. Pompéia é longe, Penha nem se fala; o centro de fácil acesso e a velha Avenida Tiradentes que separa o velho mundo do novo.
Do fim da rua vê-se a porta; de dentro do trem vê-se as paredes; tudo tão perto e tão longe.
O tempo não é uma linha dobrável. O largo não tem mais comida barata; e a pinacoteca não tem mais café; não tem mais Santa Cecília; não tem mais armário, não tem mais xerox, não tem mais pingado barato no atraso da aula colegial.
Eu nunca tive uniforme de lá; nunca tive ninguém lá; mas aquela era aquela, e como era.
O ponto de chão cinza e arvores monótonas, esquina da angustia, ponto desgraçado. Quarenta minutos até o ônibus para a Augusta; mais quarenta até a Augusta.
Meia hora até o centro; para ver o ínicio da rua que termina no velho mundo. O velho, não pré-histórico.
Do largo tinha ônibus até a pré-história plenamente existente, assim como as maçãs e amoras. Os olhos castanhos e os cachos da escada cinza. E o ódio pelas paredes, pelos todos. Em todos os pêlos até a raiz.
O velho estacionamento, agora na memória; as escadas cinzas. O velho sentado entre as calotas, almoçando maças e letras. Castanhos, tristemente sobreis sob meu egocentrismo.
Sentado nos degraus, comendo tabaco; que diferenças faz?
São meus olhos castanhos.
O ponto divaga, na frente da praça Nwalmn chega enquanto escrevo; garoava. Sim, é verdade. Mas eu me lembro muito bem de muitas coisas. Dos olhos castanhos brilhantes de uma garotinha entretida num balanço de noite, como se tivesse 13 anos e não carregasse o mundo nas costas; agora apenas mais uma perdida. E das boinas desconhecidas do pátio cinza; até mesmo das luvas malditas, das escadas cacheadas, da camiseta abacate. E das amoras, com gosto de terra.
De tudo isso; do outro lado da Tiradentes.
Por PSEUDOS às [11:10 PM]
Não Abstenções:
[3.7.06]
Meu. Meu. Meu.
O meu escorre pelo ralo.
Não!!!!
O meu não pode escorrer pelo ralo, senão escorro-me antes. Derreto-me e perco-me de mim. Perdendo-me pelos cantos e encostas. Nada de dopes para sustentar; nada da velha DOPAMINHA.
Meu. Meu. Meu. Minha.
Minha insustentável veracidade, a insustentável leveza que aos poucos pesa.
No child of mine.
Não escorra pelo ralo. Não escorra pelo ralo.
Onde está agora quando estou aqui; parada em toda minha angústia duvidosa; onde é que está? Onde está a minha coisa? Minha coisa que gostaria que fosse só minha. Não é só minha porque é meu. Só meu, pelo menos deveria ser.
Stucco. O fim do túnel, o metrô fazendo barulhos mesquinhos sob meus pés, sobre o tapume de madeira velha.
Stucco. The black heart turn to, turn to, turn to, turn to, turn to, turn to, turn to. Gray.
Ninguém está falando sozinho; o inverno congela. Pode achar o veneno? Ninguém tem cura. Somos homens sozinhos, numa longa estrada; a caminho de algo. Que congela o inverno.
Em que ônibus, em que caminho? A última chance, última chance?
O próprio negrume que cega a vista. Particular particularizado, egocêntrico não egoísta. Preocupação mata. Última chance. Minha última chance. De dizer última. Depois só pretérito imperfeito.
Tenho medo de imperfeições.
A luz negra destrói tudo.
A coisa última, perdida; em meados dos corredores centrais.
Marginais, ou.....deixa para lá.....
Por PSEUDOS às [10:21 PM]
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[21.6.06]
A garganta volta a arder no fim de Junho, o dinheiro se foi junto com a fumaça. A fumaça que entrou nos poros e inflamou minha alma.
....
Eu estou indo, eu estou indo.
Já vai.
Espera um pouco que está frio ai fora?
Não vai querer que eu saia deste jeito, já vai.
Pare de tocar a campainha.
Espera um pouco.
Fala mais alto, está muito barulho.
Caralho, porra; dá para esperar um instante?
....
Pronto, já está tudo laranja o suficiente para ter amarelado meu dia. Que foi para um tom roxo, de casimira. Feliz com sua insuficiência, ou alegraste por não poder me deixar morrer em pás?
Lá vem de novo, aquele misto de angústia com ódio; recíproco e azedo. Nada como um banho, nada como uma água gelada, como uma brisa fria, ou mesmo como um gelo bem no meio das costas; queimando as peles, arrepiando os pelos e trincando-te-me em cacos.
(Trincando-me-te em cacos, ambíguo. Apague esse parágrafo.)
Olhos castanhos betume sob lâmpadas laranjas do fim do Outono. Olhos de angústia e falta de pás. Quem sabe é o passado, voltando à nau quando volto-me à Babette.
Escorrem-se como água nas paredes, formam-se poças em baixo de minha cama.
Escoa-te perto do ralo; espora-te deste mundo que não quer nada.
O betume lava a pele assim como o betume trinca os trincos da madeira morta. O betume entra nas frestas e concerta as imperfeições. O betume castanho triste; ludibria minha mente, mente aos meus ouvidos, engana meus sentidos e remenda as rachaduras.
Eu já estou indo. Saindo ou chegando, sempre a caminho.
-
Estou procurando, estou procurando. Estou tentando entender. Tentando dar a alguém o que vivi e não sei a quem, mas não quero ficar com o que vivi. Não sei o que fazer do que vivi, tenho medo dessa desorganização profunda.
Na confirmação de mim eu perderia o mundo como eu o tinha, e sei que não tenho capacidade para outro. Perdi uma coisa que me era essencial, e que já não me é mais.
Estou desorganizada porque perdi o que não precisava? Nesta minha nova covardia ¿ a covardia é o que de mais novo já me aconteceu.
E uma desilusão. Mas desilusão de que?
Talvez a desilusão seja o medo de não pertencer mais a um sistema. No entanto, deveria se dizer assim: ele está muito feliz porque finalmente foi desiludido.
O que eu era antes, não me era bom. Mas era desse não-bom que eu havia organizado melhor: a esperança. Do meu próprio mal havia criado um bem maior.
-
- A paixão segundo G.H.-
Por PSEUDOS às [6:35 PM]
Não Abstenções:
[30.5.06]
Stella, abre a porta e solte-o da gaiola.
Stella, abra a porta e solte.
Está tão frio aqui neste outono.
Stella, me deixe mentir e me deixe sentir porque que é tão bom ser assim; assim como você é e sempre foi.
Stella, tire os colchões de onde tem pó e poeira; solte os cabelos e limpe essa sujeira.
Stella; me explique o porque é tão fácil agir como todos eles agem.
Stella; me diz apenas porque neste outono não tem mais maçãs presentes. Elas apodreceram ou é culpa do medo ou culpa da culpa ou culpa dele.
Me mostre o rumo, o fim do caminho, o fim da linha; que seja; me mostre o fim, ou me dê um fim para continuar indo em rumo à aquela direção.
Abra essa porta.
Stella, minha Stella; minha e da São João. Abre essa porta e compre algumas maçãs de fim de feira.
Over
This is over.
Everything is over.
Stella, Stella; estou cansada de vê-los jogados pelos colchões.
Vê-las; velas.
Um bang a mais; um bang a menos. Depende da hora da Sé.
Vinde a mim; cara escorrida pelas entranhas do sofá.
Acorde também Babsi desse sonho profundo (Nem toda metáfora é tão metafórica quanto parece, nem ela tão lésbica quanto se imagina). E era sonho dela.
Levanta-te, toma teu posto.
Clarissa
arma tua cena.
Clarissa
arruma sua carreira.
Clarissa
Veste logo essa meia.
Clarissa
Esconde essa seda.
Levanta-te
Tira a Annia da janela.
- Cala a boca Cecília
- Bom filho à casa retorna; vá-te a merda.
- Melhor você ir dormir que daqui pra frente cuido eu.
Eu; e estamos sós.
Apenas vergonha, vergonha, vergonha.
Oh my lover.
Tudo está escorrendo.
I don't know why,
So I could cry.
Babsis body, body Babsi.
And the mothers and the fuckers
And the preachers and the teachers and
Her majesty the Queen,
They say you sold your body to your soul.
Just to feel some kind of good.
Your body is chemical reaction,
Your soul has the choice
For the chemicals.
Por PSEUDOS às [12:17 AM]
Não Abstenções:
[21.5.06]
Frio racha, queima e esfarela.
Frio entra pelos buracos das tramas de algodão, se esgueira, entre os espaços de ar quente e invade o lado interno; chegando no espaço entre a derme e o tecido. O frio entra, enquanto o calor apenas esquenta o espaço entorno; criando um mormaço que vem de dentro pra fora; enquanto o frio chega de fora, invadindo todos os espaços, que a temperatura consegue conservar com gastos calóricos.
A pele racha com o vento, que chega em direção oposta a minha face, que rubra com esse tempo gelado; como se fosse queimadura de raios ultravioletas, mas é apenas o frio trincando a face.
Tudo tão calmo que parecia morto, tudo tão parado que parecia inverno; mas é outono. Esse é o declínio de maio, o velho declínio conhecido pela agulha de minha antiga vitrola. Que entra nos meus ouvidos como o suplício sufocado do suor amargo, não posto para fora por falta de temperatura elevada.
Maio é sempre igual, tudo é sempre igual; os 5 minutos que se perde entre uma lembrança de um fato do que poderia ter sido; e não foi. Os 5 minutos perdidos entres as ruas, nos pontos de ônibus e nos semáforos que não se esverdeiam nunca. São 5 minutos, ficaria feliz com dois segundos de visão repentina de toda minha Veneza, alagada. Veneza empestada de vermes e ruína. Coincidência. Quem sabe; talvez não. Talvez isso seja apenas coisas do Mefistófeles brincando com minha mente, ou então; coisa de mim mesma, que não consegue conciliar calmaria com felicidade.
Está tudo tão bucólico; por vezes uma acefalia assintomática. São os velhos olhos castanhos; feitos de melancolia que me perseguem no fim do túnel; de luzes, por hora semi-acesas.
Desconexo, esvaece em poeira e mormaço morno; chega com o frio entrando pelos buracos das tramas. E acabam nos olhos castanhos.
Where is my mine?
Is mine?
Or is my mind?
Where is my mine?
Let's get out of guernica.
Por PSEUDOS às [8:56 PM]
Não Abstenções:
[7.5.06]
Não reclamo da frialdade que me tratas; não reclamo do que sobra para mim no fim de tudo. No fim do rumo e no fim da noite; que sempre vira dia; não reclamo dos escarros e dos sangues postos em postas em passados diversos e desconexos.
Não há mais dores e não há mais palavras a serem gastas, palavras a serem gastas por bocas chulas. O nariz que solta o ar numa velocidade que faz meus olhos lacrimejarem; será que essa doença passa ou se o fator psicossomático é infinito; até que a morte nos separe.
Psicossomática, sim; essa somática transforma minha vida num caos de somas; soma-se duvidas e soluções; respostas para perguntas inexistentes e pseudos perdidas.
Annia pendida no parapeito da janela; não, eu acho que não.
Essas conversas de botas batidas, onde o passado chega com o vento e leva a mente para outras glaciações; não me leve a ele, não me leve para ele; eu não quero voltar.
Annia no parapeito da janela; eu acho que não.
Calem-se.
Annia pendurada no parapeito da janela.
Esvaeçam-se
Annia caindo do parapeito da janela.
Clarissa caída no vão mais fundo dos buracos dos tacos, junto ao sangue e a lama; secos, bem secos.
Babsi trancada no quarto de Cecilia; -abra a porra dessa porta!-
Annia escorrendo pela parede cinzenta, do lado de fora da janela.
Clarissa se esvaindo pelas entranhas dos buracos dos tacos e virando goteira no andar abaixo.
Babsi trancada no quarto de Cecília; feliz por sua perversidade, e por sua alegria momentânea que a leva a ter duvidas sobre a felicidade.
Cecília olhando para a porta e trombando os pés com o chão, tropeçando em palavras e quebrando as caras.
Annia esvaindo pelo parapeito da janela.
Egoístas como a mãe.
De fora a porta abre.
Calem-se
Esvaeçam-se
Fodam-se
Por PSEUDOS às [11:02 PM]
Não Abstenções:
[17.4.06]
Porque está tudo tão cinza? Digo, porque está tudo tão amarelo, porque está tudo tão pós-seca; tão recuperação de febre perdida? Tão pós-lastima; tão sem gosto. Sem cor e sem cinza.
Tudo tão escorrido, tão escorrido no passado; assim como as postas do meu pulmão num misto de musgo avermelhado voltando à tona para o mundo da visão. Visão ou percepção visual? Mas isso pouco importa.
Não tem nada de bom se sentir cinza e querer comprar o amarelo com prestações baratas. Cadê o vermelho fora das postas? Cadê o meu roxo desconsiderando meu pescoço?
Falta idéia, faltam textos, falta inspiração; falta desgraça; é falta desgraça. Melhor um roxo no pescoço que um roxo no olho, divagar as vezes é útil, mas as vezes me leva a um mundo sem claridade nem explicação lógica. A lógica não existe, é tudo culpa das palavras e das coisas, da lógica criada por um mundo criado por (....) CRIADO POR NÓS.
A falta de desgraça me deixa em um vazio vago, muito vago, um vazio; um vazio vácuo. Falta o que lamentar, falta o que dissertar, falta o que falar. E sobram palavras repetidas, repetitivas e sem gosto de tabaco.
Mas teve chocolate, tem livros de história da arte entupindo minhas idéias junto ao Fausto de Goethe, numa releitura oitentista.
Por vezes creio que o Mephisto tem razão, mas é tudo tão vago; a melhor forma de fazer o bem é planejando o mal, quem sabe; quem sabe? E que mal tem isso?
Que mal tem em fazer o mal? E qual é o bem que atinge a todos? Isso não existe, existe apenas minhas postas musgos & sangue, em minha tuberculose duvidosa, e quem sabe psicossomática.
Quero uma bota de salto alto e fivelas, muitas fivelas. Eu quero tudo, eu quero mais botas, apesar de ter mais que cinco, mofando em meu quarto, sujo, por deveras muito imundo.
Quero terminar com o Fausto, entenda-se por, terminar de ler o Fausto.
Tenho tantos textos para ler, tão poucas idéias para por em papel. Culpa de Goethe e de minha inaptidão por exatas. E o filme então, tenho que ir ver o filme e parar de divagar em letras de forma de teclas surreais.
Mas alguém me diz, porque elas não estão em ordem alfabética?
Digo algo nesse meu vazio de tudo.
Assistam Amarelo Manga, escutem Disco Inferno. E quem sabe, aprendam a entender o que está escrito e o que ninguém entende.
Pés impressos na neve, nada tão triste. Nada tão cinza. Nada tão melodramático.
Por PSEUDOS às [12:51 PM]
Não Abstenções:
[2.4.06]
Parte I
As imagens fogem com medo de meus olhos inchados de tanta febre inebriantes; misturada com uma dor de cabeça constante. Os dias são tardios, as tardes longas, as noites longas. Meu pescoço se enchendo de inchados e de ínguas; não, não sei o que eu tenho; sei que meus olhos já não funcionam como há dias atrás, e que minha mente está vazia e não pensa em quase nada.
As letras de um teclado velho se fundem e se inebriam em meio aos meus dedos levemente anestesiados; no momento sem febre, mas ligeiramente dormente se encontra minha pele. Minha retina deve estar dormindo; e a dor de cabeça deve ser culpa não sei de que parte.
Às vezes eu passo mal, muito mal; mas por esta vez não é culpa da mente, e sim da invasão de alguma doença, que não, não faço idéia de o que seja.
Não entendo mais nada, mas meus músculos doem; e os dias longos ferem meus olhos com essas luzes claras por demasia.
Parte II
Meu estômago reclama, passo mal muito mal; uma fome constante se esbarra com uma repugnância a alimentos; é o gosto de pus, é o gosto de sangue de ontem. O dia faz sol, o vento sopra frio no inicio de outono; eu acordo e vejo o teto escuro, o quarto escuro, não é dia, também deixou de ser noite há horas; a agulha que raspa dentro de meu pescoço me incomoda; está frio, ou será febre? Não sei, os dias andam com um gosto podre não acham? Ou é apenas em meus dias que o gosto de pus, sangue e fumaça de outros dias prevalecem; este deve ser o gosto de âmago, gosto de necrofagia. Não é prazerosa essa necrofagia passiva de minhas amídalas, elas doem e adormecem e doem; incomodam ao ponto de me acordar de um sonho no meio da noite, por não agüentá-las e não agüentar esse gosto de amarelo manga, amarelo bem manga.
Às vezes vem a fome, esta faz meu estômago embrulhar. Mesmo que passe por feridas abertas, a comida não poder ser degustada.
Tudo tem gosto de âmago, até água têm.
Quem sabe amanhã passa, amanhã tem que passar; passou mais de uma semana sofrendo de dores constantes, que viajam pelo corpo de formas mais diversas / adversas. E a febre, a febre que não me abandona, que de confortável não possui nem o rastro.
A comida não desce, a água não desce, o pus sobre e desce criando uma roda-gigante brincando de carrinho de bate-bate. Meu estômago entrou de greve; quer me abandonar numa vontade repulsiva de, no linguajar mais chulo, ¿botar os bofes pra fora¿.
Quem sabe vomitar o almoço que mal comi, ou o café regado de comida ao gosto de âmago.
Literalmente minha vida está sem gosto, minha pele quente, minha garganta escorrendo; não como na musica por problema de coração; apenas por patologias que às vezes me incomoda com a constância.
E ele gira gira gira; mas não se vai.
Ela escorre pelas paredes epiteliais se misturando em tintas amarelas esverdeadas, com respingos de vermelho.
Porque eles sempre chegam levando meu animo embora quando não estou sofrendo de cálidas aspirações de felicidade?
Volta volta volta volta voltA
E tudo com ausência de tabaco.
Vamos subir pelas paredes.
Por PSEUDOS às [7:55 PM]
Não Abstenções:
[27.3.06]
O dia está menos suante, menos ensolarado. Deve ser outono, o outono.
Espero agosto chegar enquanto o outono à passar.
A chuva nunca tarda a chegar no meio termo entre o dia e a noite. E chove, escorreu a noite toda; mas os meus tons pasteis vermelhos arroxeados não se configuram numa monotonia escorrida. Não, nada está escorrendo.
A água entra pelos furos nas solas dos sapatos muitos gastos pelo uso e pelo tempo. A água que alcança meus calos fazem no dia seguinte meu nariz escorrer, chover.
Assim como chovia nas noites de outono. De alguns anos, entre as ruas e os botequins.
Configurava-me numa figura meio que ébria, meio que sobrea. As pálpebras pesadas pensavam o quão bom seria acordar na manha seguinte; minha mente queria descer à sauna-cheia-de-gente-com-som-alto; mas a preguiça não iria deixar acontecer o abandono do canto do sofá meio que branco.
Por vezes; a noite estava com a temperatura elevada, naquele lugar de pé direito maior que o normal; mas a janela não me engana, estava frio lá fora. Assim como hoje está frio aqui dentro, pelos corredores de minha casa de um corredor só.
Você está de volta e eu fora do espaço e tempo. Eu ainda não achei dos trincos dos corredores; mas nada por agora escorre rumo aos azulejos trincados, ou até os cacos de vidro configurados em um vaso sanitário.
Mesmo que a poeira agregada em todos os cantos dos azulejos me chame de tempo mal despendido.
-
MAD WORLD
-
Deixando o sentido palpável, fugindo para o campo da metáfora; os sons do passado ecoavam em minha mente; atirada conta uma sarja, casimira, seda; ou o tear que fosse.
De que importa?
Quem se importa com o espaço e com o tempo; quando o passado não é mais passado e quando o presente destoa de todo o passado escrito em letras de forma, em fonte Verdana; pelo menos acho.
De que importa as horas, de que importa as datas; quantas tarde e quantos dias.
Isso não me importa; às vezes nem o tabaco importa. Nem o resto do mundo me importa.
Se máquinas fotográficas congelassem o presente para todo o presente; eu compraria uma câmera. Não sou nostálgica para congelar o passado e relembrar no futuro.
Por mais monótono que estava meu sono; mesmo que esse sono inerente a minha personalidade não alcoólica prevaleça em minhas tardes por agora de folhas secas; queria congelar o espaço e o tempo.
Jogar os trincos no lixo para conseguir concertar os vazamentos.
MAD WORLD
-
-
All around me are familiar faces
Worn out places - worn out faces
Bright and early for their daily races
Going nowhere - going nowhere
Hide my head I want to drown my sorrow
And I find it kind of funny
I find it kind of sad
The dreams in which I'm dying
Are the best I've ever had
I find it hard to tell you
'Cos I find it hard to take
When people run in circles
It's a very, very Mad World
Look right through me - look right through me
Por PSEUDOS às [12:52 AM]
Não Abstenções:
[18.3.06]
O dia passa em vão enquanto o dia chove à tarde; quando as gotas escorrem deixando meus tons pasteis sem cor. Apagando o meu mundo, apagando minhas idéias; e atirando pedras de gelo em minha nuca.
Sim; às vezes chove lá fora, mas por vezes chove aqui dentro.
Chovem palavras contorcidas à ausência de solução
Chovem palavras destorcidas, desconexas, disformes e uma raiva descontinua, tensa e angustiante; chegando como um sopro e se instalando como células cancerosas.
Nada fica bom quando chove no meu quarto; as goteiras escorrem e escaevem minhas paredes; o chão se derrete e um abismo onírico me desprende de idéias.
Ausência de vontades e gostos levam a um inconstância morgante.
E a inconsciência; é a inconsciência que mais vai para o ralo quando o dia vira noite e a noite deixa de chover.
Consciência de minha inconsciência; corta mais que qualquer gilete há a muito perdido na linha surreal de tempo que Annia usava. Inconsciência corta, preocupação fere.
Células cancerosas de rancor; com um misto de ódio e tabaco; amarga.
Azeda.
Seca.
Definha.
Mas o que não amarga quando o dia vira noite? Noite de um dia que de claro não tem nada.
Por vezes é bom se perder no meio do mundo; sentar num barranco e olhar lá em baixo e perceber como as pessoas são tão pequeninas, tão sem importância e tão efêmeras. Mas daqui de baixo; tudo tem tanta importância; que vejo claramente que não posso dar mais importância. Que toda essa importância não existe; não deveria existir.
Mas quem se importa?
Por PSEUDOS às [9:54 PM]
Não Abstenções:
[15.3.06]
Os dias passam mais frios e menos densos que o calor lamuriante impõe a minha pele alva e gasta. A duvida do nada que poderia deixar de existir deixou de afligir minha mente corrompida; sendo substituída por uma duvida. Mas em breve isto passa; e o meu nada que deixou de existir não desapareceu; apenas se mostra muito mais nada; muito mais do que nada. Pleonasmo viciante à ausência de cafeína.
O sono aflige meu corpo em um dia após ter meus miolos estourados, entenda-se por cefaléia das mais drásticas; onde a luz parece queimar a retina e o som adentrar na caixa craniana e fundir os cinzas.
A dor se foi, mas sobrou o sono de uma noite mal dormida; deve ter sido a febre; ou o meu nariz tornando-se cachoeira; deve ter sido inveja de gripe, quem sabe.
Os dias passam numa claridade cega; tão claro que as formas definidas fundem-se e tornam-se indefinidas. As cores cinzas chegam a amarelar, de tanto desejar mais brilho.
Nada está cortante, nada está péssimo; nada tão drástico. E a aquarela pastel não se derrete sozinha. Apenas queria ter mais certezas e menos duvidas. Apenas.
Na duvida; um café apenas já basta.
Cafeína não lisérgica.
Por PSEUDOS às [10:20 AM]
Não Abstenções:
[26.2.06]
Escorrida pelas paredes, configurando poças de cor que mais pareciam postas de sangue. Estas postas de idéias pisadas, adjuntas aos pisos de pés desconfortáveis transformavam a idéia escorrida, em uma angústia entalada na garganta; já muito suja de fumaça e pus.
Não é fácil deixar as idéias escorrerem e saírem ilesas depois das sete; hora que abre a loucura e fecha a expressão.
Para que configurar a diferença, sendo que posso me perder por entre as paredes descascadas; esquecer da existência das pessoas que me importam. Que depois das outras setes; lembrar e relembrar é tão inevitável quanto escorrer em rumo ao ralo.
As cores meio-mortas que demonstram minha vida escorrida; de salivas salobras de bocas diversas; de idéias natas e insobreas. Tão repulsivas quanto a gordura que sobe no leite; enquanto meu estômago embrulha e não pior que o óleo voando pelo rio. Nada pior que cândida em tinta, querendo apagar minhas idéias.
Estou querendo apagar minhas idéias e substituí-las por alguma caixa com tons que variem, mais que gizes pasteis secos; ou então da monocromática proporcionada pelo carvão insalubre; que suja tudo; a mão e a cara e os olhos e o ambiente; depois suas partes adjuntas ao ar, transformar o desenho em cinza. Cinzas, numa gradação atípica e inválida.
Qual é a graça de ter tudo transformado em cinza?
Sei que por mais asno que meu burro seja; não vou amarrá-lo numa nau flutuante sem ancora. Que não sabe onde está indo muito menos de onde veio.
Por mais oníricos que sejam meus sentidos; não vou deixar-me flutuando na incerteza.
E por mais cinza que seja a mistura de todas as cores; é melhor se perder numa aquarela pastel; do que passar tudo em branco e não ter direito nem a monocromática.
.BITCH.
"Eu sempre estive aqui, agora estou e sempre estarei. Estou aprisionado nesse momento eterno; então o espaço e o tempo são ilusões. São os palcos onde eu contraceno a vida, mas sei que ela é impalpável.
Tudo muda.
A vida é volátil, sempre escapando por entre meus dedos. E a única constante é a falta de uma constante; e a única grande verdade é essa.
A falta de uma verdade ou de qualquer verdade."
Arturo Vega
Por PSEUDOS às [2:00 PM]
Não Abstenções:
[22.2.06]
Após muito procurar, encontro meu lugar. Um lugar infinitamente belo e efêmero cheio de pessoas e pessoas. Pessoas que entram e saem, que acham que sabem aquilo que acham; e que bebem galões de loucura e cultura enlatada. Após muito procurar encontro meu lugar; apesar dos galões e da falta de possibilidade de deixar a fumaça se esvair no ar; achei meu lugar. Meu ínfimo tempo de íntimo perdeu o tom; não é mais meu; os dias não são mais meus.
A noite estava escura; assim como o pleonasmo meio vicioso destoante na cor avermelhada nos céus de fim de dia. O ônibus vazio me levava ao passado inóspito, por demasio agradável e macio.
Sim, é confortável se perder em meio à multidão; e em meio à multidão se fundir em cores que de pasteis não tem nada. Se perder na parede roxa e escorrer nas caixas de som; com luzes claustrofobias que piscam, aparecem e somem. Numa inebriedade duvidosa.
Tudo isso é programado pelos dias, nas noites que pessoas fogem da realidade e escapam pelos ralos e entre os dedos; daqueles que seguem qualquer rumo por não ter aonde ir.
Se perder na ressaca do mar e ser tragado como tabaco por bocas insalubres, não é nada confortável e coerente. Nada é tão vazio. Nada é tão vazio quanto se perder nas luzes da noite escura, todas as cores misturadas viram cinza; todas pessoas juntas viram cinzas.
A vida tem um tom de cinza azulado que deixa meu suor triste e inábil, ao ponto de se fundir em tons pasteis; num tom morto e morno; como se o sol fosse cinza e se meus dias fossem chumbo.
Após muito procurar encontro meu lugar. Perdida numa sala, encontro meu lugar. Sei que este lugar é meu; mas após muito procurar encontro meu lugar. Nele estou contida e nele estou perdida; sei que essa vida faz parte de mim; mas não sei se faço parte desta vida.
Verborragia é tudo na verdade e na verdade tudo isso não existe. Não há motivos para perder meu tempo dissertando sobre divagações precoces e infelizmente sobreis.
Nada me custa espremer as laranjas e comer o sumo. Não estou nem ai para vocês meus amores. Apenas para um cigarro, uma cerveja e uma boa dose de devaneio.
Naquela noite estive perdida e configurada em claustrofobia. Sei que não é só meu; que seu sangue se corrompe como papel em súlfur.
Após muito procurar encontro meu lugar; naquela noite quis me perder de mim. Não perdi nada, nada é perdido. Não me perdi em meio as luzes; apenas fugi daqueles que não agradavam meu paladar e minha pele. Não me perdi de mim, não escorri pelo ralo como desejado. Não me configurei cinza; mas eu encontrei meu lugar e joguei minha vida no lixo.
Até ai quem liga; melhor engolir conhecimento do que queimá-lo e deixar sua fumaça subir aos céus; poluindo o ambiente de cinza, cinza como minha vida; que de monocromática não tem nada.
.BITCH.

Por PSEUDOS às [11:20 AM]
Não Abstenções:
[8.2.06]
Os dias se passam e se vão numa irrealidade inconstante. Como deveria explicar tudo o que se junta na minha mente se vai com o tempo. Há tantas duvidas e nenhuma solução.
Perdida, perdida; perdi-me tanto que até esqueci de minha idéia e de meus amores. Só não me esqueço dos olhos castanhos bordados de tristeza.
Olhos castanhos; pode até ser fixação minha por olhos distantes e irreais. Não são meus, mas eu tenho meus olhos castanhos, que se perdem em porres homéricos longe do alcance de minhas mão e de meus olhos, que por sua vez são castanhos.
É culpa da chuva, e quem sabe do calor; quem sabe de uma mente sinuosa que chove duvidas e palavras de baixo calão; que chove besteiras e arrependimentos. Quem sabe a culpa seja toda minha e que estes olhos castanhos podem enxergar que apesar de tudo, eu continuo aqui.
Espero que voltar em breve, estou perdida sem minha consciência e sem minha censura; estou cansada de arranjar confusão por causa do palavreado chulo. Estou cansada de tanta bagunça para tão poucos motivos.
Os dias se passam, a cada dia a temperatura se mostra mais elevada, sinto minha pele escorrendo, minha carne escorrendo. Tudo indo pelo ralo com idéias complexas e duvidosas. Queria que tudo fosse coisa de minha mente, queria que tudo fosse coisa da minha cabeça; prefiro estar enlouquecendo do que minhas suposições sejam verdade.
Meus olhos castanhos que não são meus, remanescentes de outros olhos castanhos; todos cinzas e nublados como a chuva da velha musica.
São seus olhos; castanhos.
Não são meus, não são meus; não são.
Preciso de olhos para mim, iguais aos teus. Genéricos, apenas castanhos.
Os dias estão escorrendo.
.BITCH.

Por PSEUDOS às [12:17 PM]
Não Abstenções:
[3.2.06]
Cecília deitada no sofá, com uma garrafa de pinga do lado; xingava o mundo mentalmente por falta de vontade de balbuciar palavras por demasia já usadas pelos lábios dela.
.BITCH. lavava o rosto tirando o resto de maquiagem de ontem, com a boca seca e lábios rachados, ela só queria dormir.
Clarissa colocava a meia arrastão, maquiava os olhos e lábios; e se arrumava para sair.
Lenore sentada na mesa fumava varios cigarros e pensava; via os novos filmes que iriam passar; e repassava mentalmente os últimos filmes que já tinha visto.
.....
A Annia entrou para a estória, caiu em desuso; dizia Lenore atrás de óculos com largas bordas pretas e maquiagem escassa. Mas até ai, Babsi sabia que ela não era muito presente nem muito literária para perder tempo escrevendo sobre a vida dela, era mais útil escrever coisas mais palpáveis para ouvidos surdos.
Cecília estava bebendo tanto de dopes não reais; se embebedando de idéias nada políticas e cada vez mais cortantes. Clarissa na mesma irrealidade insane que sempre pertenceu, sim ela era feliz na futilidade forçada dela; ela era feliz para valer em todas as noites sujas dela, em que não via sujeira nenhuma. Babsi se escondia atrás de longas saias imaginarias, igual as crianças que se escondem atrás das saias da mãe com medo do mundo; mas ela não tinha medo, tinha arrependimentos. A puta é ela, a puta é ela.
Com esse desuso de idéias e textos, muitas ficaram feliz e algumas tristes. Ela se matou, e nós a matamos; ninguém sabe ao certo se ela volta ou não, até ai, estão todas cagando e andando para a depressão dela.
Nós sabemos que não havia mais motivos para esse blog ser só dela, nos que o mantemos fazem meses, algumas vezes sem assinar.
Sim, a Annia entrou para a estória e caiu em desuso; se ela voltar, ela avisa, ela adora atenção.
No momento esse espaço é nosso, só nosso.
Vai continuar sendo quase a mesma coisa, ela sumiu faz tanto tempo.
Não tinha porque continuar com aquele fundo.
Por PSEUDOS às [12:37 PM]
Não Abstenções:
[23.1.06]
Depois de três tentativas frustradas de escrever um texto duro, mas não adstringente. Cansei de criar pedras pomes, lixas e espinhos.
........
O tempo passa tão devagar, todas as pequenas coisas que você fala ou faz. Eu estou vidrada, eu estou vidrada em você. Esperando uma ligação noite e dia; eu não agüento mais, estou cansada de esperar você.
O tempo passa tão devagar para quem espera, não há tempo para hesitar; aqueles que correm parecem ter toda a diversão. Eu estou presa, eu não sei o que fazer.
Não chore por mim, porque eu vou encontrar meu caminho; um dia você vai acordar, mas vai ser tarde demais.
........
Vai tomar (na) soda caustica para ver se dá barato.
Sou uma filha da puta que não tem coragem de dar descarga.
Não sobrevivo recolhendo restos do que as pessoas abandonaram no relento, e que ninguém mais quer.
Estou de saco cheio de ter gente achando que minha vida é o bom prato.
-É melhor um asno que me carregue do que um cavalo que me derrube.-
Encontre um corrimão condizente com tua postura.
Cecília Anne
Melodramática, mal educada e cansada.
.
She was laughing like crazy at the trouble I'm in.
Her light eyes were dancing she is insane.
Her friend says she's just a bitch with a golden chain.
Por PSEUDOS às [2:23 PM]
Não Abstenções:
[12.1.06]
A falta do que fazer leva as pessoas à loucura, a falta do que fazer leva as pessoas à loucura, a falta do que fazer leva as pessoas à loucura.
DOPAMINA, DOPAMINA, DOPAMINA
A falta do que fazer leva as pessoas à loucura, os dias estão iguais, são iguais, iguais. Tão iguais que chegam a ser iguais uns aos outros. Num torpor enlouquecedor na ausência de DOPAMINA. (E com altas doses de pleonasmo).
Sim, ontem estava igual, hoje está igual, a semana passada estava igual.
Sim, irreal, muito irreal; em sem o DOPE.
Eu sinto você dentro de minha mente, como se fosse um torpor. Eu sinto você dentro de meu cérebro, corrompendo minhas idéias como se fosse gás de isqueiro, lança perfume, benzina; DOPAMINA. Eu sinto você corrompendo minha mente e meu corpo corrupto com sua DOPAMINA insondável, insolúvel e irreversível.
O senhor é uma causa perdida, perdida nas entranhas de meu cérebro e em sua DOPAMINA; na poeira de meu corpo sujo de salivas salobras e tão viciantes quanto DOPAMINA.
Sim, eu quero entorpecer nos corpos, quero inalar fumaça de óleo diesel.
Quero a sua DOPAMINA no meu corpo e o meu DOPE em algum canto escuro de uma balada qualquer, junto a alguma língua qualquer.
Falta do que fazer leva as pessoas à loucura; numa busca enlouquecida por pessoas, corpos caiam em uma velocidade estupidamente incrível. Tão incrível que a DOPAMINA tornou-se real e cada vez mais forte. Sem essa de pedra, folha e farinha.
Eu quero a minha DOPAMINA, minha DOPAMINA, só minha; DOPAMINHA.
Não me venha com essa de bom samaritano, não me venha com essa de ser correto; não venha me dizer que a minha DOPAMINA faz mal ao meu cérebro e à sua mente.
Minha DOPAMINA é só DOPAMINHA. Se com farinha, pedras e folhas se faz bolo; para mim bolo não é nada. Bolos não são nada.
Melhor um peixe na mão que dois bolos voando.
Você é meu DOPE, meu fluído de isqueiro, minha carreira e meu vício. Não quero sua DOPAMINA e sua grande variedade de DOPES. Quero minha DOPAMINA, minhas DOPAMINAS.
Eu também tenho meus vícios.
Clarissa Vilas Boas/ .BITCH.
Por PSEUDOS às [9:01 PM]
Não Abstenções:
[7.1.06]
Estava quente, o último dia válido do ano. Estava cansante, o último dia válido do ano. Estava triste o último dia válido do ano. Ele estava lá, como sempre, como sempre deveria ter estado, como sempre deve estar. Como sempre e sempre.
Não sei mais explicar o que sinto, quero tanto o que não quero, tenho medo angustiante do que sinto medo. Mas ele estava lá; ele estava lá, eu estava lá. E lá estávamos queimando as peles no sol ardente e escutando gritos infantis que agonizavam mais do que alegravam.
Triste, é acho que estou triste. Perdi minhas certezas, não sei mais a quem amo, nem de que forma eu amo. Eu amava tanta gente, mas agora só sei do que não gosto.
Só sei do que não gosto e não gosto de tanta coisa. Eu não gosto de infinidades efêmeras, não gosto.
Quão breve é agora? Quão tarde já é o dia? Quão pode tardar o que já e tarde?
Perdi a noção, apenas sei daquilo que não sei.
Confusa, imagina. Deve ser o calor, a saudade, a ausência de privacidade; ou quem sabe apenas falta de porra.
Por PSEUDOS às [12:15 PM]
Não Abstenções:
[28.12.05]
Ninguém está aqui, ninguém está ai, ninguém está nem ai. Abandonados pelo abandono, não sei se é bem isto. Não sei bem se chama abandono, não sei de bem se chama solidão, não sei bem o nome. Deve ser o sono ou quem sabe a solidão.
Os dias cinzas de nuvens prateadas. Meus dias se esvaem e eu me sinto envelhecendo, envelhecendo e não fazendo nada. Existem pessoas, existem fatos, existem idéias, que surgem e vão num lapso de memória, pessoas que se vão quando não deveriam ir, pessoas que chegar em momento inoportuno. Pessoas ideais, para horas ideais. Para dias ideais. Dias ideais.
Mas dá uma dor no fundo do peito que aperta e chega do nada.
Mas ninguém está aqui, sozinha, já não na escuridão. Sozinha no cinza, sozinha na cinza; sozinha em cinza. Tudo perdeu o tom e brilho, perdeu a vida, a amizade e o tempo.
Perdeu nas entranhas do tempo e do esquecimento. Todos se esqueceram, todos se esquecem. Mas eu não me esqueci. Não me esqueci e te quero aqui, no meu quarto, no meu armário. Esperando o inverno passar, porque a angra é dos reis.
-Deixa, se fosse sempre assim, quente-
-Deita aqui perto de mim-
-Tem dias em que tudo está em paz-
-E agora todos os dias são iguais-
.....
Se fosse só sentir saudade
Mas tem sempre algo mais
Seja como for
É uma dor que dói no peito
Pode vir agora que estou sozinha
.....
Porque se explicar se não existe perigo?
.....
-Vai ver que não é nada disso-
-Vai ver que já não sei quem sou-
-Vai ver que nunca fui a mesma-
-A culpa e toda sua e nunca foi-
.....
Mesmo se as estrelas começassem a cair
E a luz queimasse tudo ao redor
-E fosse o fim chegando cedo-
-E você visse -meu- corpo em chamas-
Deixa pra lá
Quando as estrelas começassem a cair
Me diz, me diz pra onde a gente vai fugir?
.....
A angra continua sendo dos reis.
E NINGUEM ESTÁ AQUI, NINGUEM ESTÁ AI, NINGUEM ESTÁ NEM AI.
Por PSEUDOS às [10:18 PM]
Não Abstenções:
[19.12.05]
Ela estava sentada, parada, olhando para o tempo e pensando em pessoas; em como as pessoas podem conviver com este mundo vazio. Por mais que as atitudes dela não condiziam com a mente presa por medo de aparecer; por medo de ser perder em um mundo insano, que insiste em sufocar e cegar olhares diferentes. A falta de liberdade é o tormento, a falta de originalidade é o preço; a adaptação e adequação imposta por meios subliminares mata dia após dias novas mentes que possam surgir e se impressionar com coisas simples. A beleza de ver o dia e andar por ruas fétidas de enxofre, o concreto tem sua poesia; a fumaça sua graça.
Sim, o dia já clareou. Mas ele já estava claro quanto eu fui dormir.
Sim, escuro como sempre, eu sempre fui repreendida pelas atitudes insanas e nem um pouco saudáveis.
Quero me embebedar de torpor, esquecer de tudo e de todos. São todos poços de vazio. Secos cheios de lama, secos cheios de escarro; secos e sem fumaça, sem tabaco; sem cor e sem o preto e branco.
Todos estão mortos; enterrados.
Como ela poderia demonstrar idéias, sendo que todos que a rodearam e que rodeiam este mundo estão presas a idéias pré-estabelecidas. Onde até o diferente foi criado pelo marketing. A moda de roupa passou a ser moda de idéias; e pela concorrência de mercado, até as idéias que se poderiam chamar de diferentes, foram criados pela publicidade, subliminarmente.
Idéias criadas para venderem produtos industrializados, feitos para pessoas que se julgam diferente; mas no final, são todas iguais.
Não me fuzilem com esses olhares pseudo intelectuais; não me fuzilem por fazer o que quero, como quero e quando quero. Quando dá certo.
Vocês estão mortos, estão mortos. Suas ideologias mortas, seus dias normais que julgam de insanos. Prefiro dialogar com meu tabaco queimando e enlouquecer por dentro; com pensamentos desconexos, idéias ilógicas, que surgem com a mesma rapidez que se vão.
Ela achava que todos estavam enquadrados em um saco, saco preto. Todos com suas idéias pseudo próprias, inclusive uns pseudo intelectuais que surgem do nada e vão embora para não sei aonde, mas esse intelecto morre de overdose de idéias antes dos 30.
E esse vazio a incomodava de tal forma que contorcia o estomago dela, jogando-o para cima e para baixo; de um lado para o outro. E a solução não existe. Não existe; por mais que a campanha subliminar diga que tudo tem uma solução.
Prefiro ficar jogada em um canto qualquer do que tentar tirar informações úteis para que vocês mostrem que pensam. Alguns pararam de pensar há tempos, outros nunca pensaram.
Estou cansada desse vazio; crio pessoas para mim mesma. Sim possuo uma necessidade insana de criar pessoas dentro de uma mente, para que estas dialoguem entre si, pelo menos estas pensam.
Pensam mais que pseudo intelectuais, pensam mais que a maioria das pessoas.
As idéias entraram em extinção, pessoas não vazias entraram em extinção.
Eu estou ficando chata, pior do que antes.
Mas vazar futilidade e vestir carapuça de normal mata menos que falar a verdade.
Mata menos, muito menos.
-Me abstenho; alguém tem um cigarro?
Ela preferia ficar sozinha, preferia correr risco a esquizofrenia do que ter que dialogar com pseudos não se sabe o que. Ela preferia se fingir de normal do que demonstrar suas idéias nada comuns.
Melhor sozinha do que má acompanhada.
Ela se absteve, estava cansada e de ressaca da vida.
E ela pediu um cigarro, tabaco, nicotina, fumaça pós-porre.
ESTOU CANSADA DE PSEUDOS
.BITCH.
Por PSEUDOS às [6:07 PM]
Não Abstenções:
[17.12.05]
E as sombras descem, e os dias caem como as folhas das árvores em uma tarde qualquer. Vida amarga; estou cansada de ser descartada e esquecida como se fosse apenas mais uma pessoa sentada em algum lugar perdida; perdida no topo de uma árvore comendo amoras maravilhosas ao sabor do sereno.
Os olhos, aqueles olhos; daqueles rostos.
Olhos castanhos amargos como tabaco. Aqueles olhos cheios de ressaca; cheios de álcool e fumaça. Olhos de desprezo e desgosto.
Tudo está triste e monótono; transbordo palavras sem nexo por bocas desconexas; eu e minhas mil faces, minhas mil facas.
Idéias surgem e sonhos com muita chuva sujeira e lama me fazem sentir falta daquilo que nunca fez, que nunca deveria ter feito. Daqueles olhos, que não são os anteriores e sim os passados, muito passados.
Sinto falta de mim, do tabaco e do morgue. Da falta do que fazer e da janela; da janela e do desejo pelo desgosto.
Eu????
Eu que nunca fui real, que nunca proferi uma palavra que mostrasse minhas verdadeiras intenções e sentimento. Eu que confundo o dia pela noite que sonho acordada e acordo dormindo. Eu que nunca sei para onde ir, a quem querer e onde ele está. Minha duvida me mata.
Essa indecisão cortante que raspa os pulsos, raspa a garganta e enforca o pescoço; dá aquela dor no peito e uma vontade profunda de álcool; de laminas entrelaçando na carne, de agulhas perfurando as veias; de dor externa para esquecer a dor interna, a falta de ar e o sufoco.
Desassossego.
Aqueles olhos me matam, sinto falta daqueles olhos e de todos os fósforos e fluídos. Sinto ódio da minha indecisão e da minha vergonha. Do meu orgulho estúpido; do meu estúpido ser que não se decide e que não quer se decidir.
Os dias estão vazios minhas caras; vamos todas dormir e esperar a noite chegar.
Quero me embriagar até que me esqueçam.
Quero me entorpecer até que adoeçam.
Quero inalar fluído de isqueiro.
Quero me esquecer de mim.
Quero que não esqueça meu nome e isso já basta.
.BITCH.
Por PSEUDOS às [10:29 AM]
Não Abstenções:
[16.12.05]
E a fumaça subia e descia e a fumaça pairava no ar dando a impressão de catalisador quebrado. Era a fumaça. A fumaça que me cegava, chegava aos meus olhos amassados de ressaca dos dias. E a fumaça se tornava liquida, a fumaça entorpecia em forma de fermentação alcoólica.
E a fermentação subia, a mente girava e o estômago feito um elevador sem freio impregnava o ambiente de portas mórbidas nada exatas, nada exatas. Vários caminhos em vários andares e níveis de graduação alcoólica, graduação vitalícia nada real.
Surreal, disforme.
Assim como a fumaça se modifica e se molda; abre os braços, abre o peito e intoxica a alma; assim como a fumaça eu me misturo com o ar e sinto minha mente girar com a força do vento; brisa mórbida nada gélida do centro de São Paulo.
São os olhos, são os olhos.
E que olhos; mente entorpecida, radio ligada a varias estações; confusa, confusa e acima de tudo, pairando, penando e pensando. Esse gerundismo redundante; mas é a vida, é o estado do ser que se modifica com as ações; as ações do tempo e das rugas. As peles se contorcendo como foto queimando. Criando veios, criando raízes, fundas nas faces.
Juntos ao crânio eis o veio, junto ao crânio eis a face; junto a veia eis o dope. Junto ao pescoço eis a faca. Junto a mente eis o pó, a fumaça, a poeira e a fuligem.
É o tempo, é a vida, é o tabaco, é o dope.
Loucura invade os sonhos, sentidos invadem o sonho.
São os olhos e não só os olhos; são os braços e os olhos, a pele e os olhos, o rosto e os olhos. Os olhos, apenas eles.
Num surto, sem nexo ou razão. Vazam sentimentos e palavras de minha mente; fogem dos olhos e caminham entre lábios. Nada digo se nada sei, sei que minha mente vaza e solta palavras desconexas e disformes, de forma tão surreal que todo dia é dia de olhar os olhos.
E que olhos.
Por PSEUDOS às [10:49 PM]
Não Abstenções:
[14.12.05]
É complicado escrever, na realidade é complicado viver. É complicado ter que escrever que os dias estão iguais, considerando que todos os textos seriam meras encheções de lingüiça ou de tempo. Estamos afligidos por uma falta de cultura e por uma falta de vontade gigante. O mundo está confuso.
Pessoas não sabem o que querem por não ter o que querer, minha velha insônia foi substituída por um sono constante e por demasia onírico.
Durmo sim e durmo sempre que possível, queria poder dormir o dia todo ou me entorpecer de morfina, ópio; ou qualquer coisa que me tirasse dessa realidade insana; mas por favor, nada de álcool ou que faça meu estômago subir enquanto minha mente gira a falta de consciência. Quero perder a consciência ou beber até esquecer o nome e o endereço, até esquecer de vomitar. Também me serviria desmaiar numa esquina do centro velho; ao ponto de nunca mais voltar a casa. Serviria também um dope menos trágico, umas pessoas a mais, umas salivas a mais. O ponto de não lembrar o nome e as faces, as amarguras e as facas.
Quero heroína, quero me embriagar e me esquecer, esquecer deles e de mim. Esquecer delas e de meu passado, esquecer das salivas salobras e das bebidas mal bebidas; dos porres e dos ex-amores. Esquecer de todos os foras, meus ou não; esquecer meus pseudo traumas pós traumáticos e acabar com esse reumatismo sentimentalício nada perecível.
Estou cansada de somar causas e efeitos, de vigiar o que deveria ser meu e não é; afinal, eu nasci sozinha e irei morrer sozinha.
Essa linha de tempo mata; quero todos os meus presentes embrulhados e me esperando na lareira que eu não tenho. Todos queimando e sufocando, todos os presentes, passados e futuros. Quero parecer uma criança e voltar a ser tão inocente quanto eu nunca fui.
E a fumaça descia e subia; e a fumaça me cegava, ele estava lá, tão desleixado quanto sempre foi; tão meu quanto nunca foi. Estômago a embrulhar. Ele estava lá, vestido como um escarro, soltando fumaça e balbuciando palavras que deveras eram nada uniformes. Surreal.
Ele estava lá enquanto minha vida estava azul. Pedindo um cigarro, pedindo algo que acenda, pedindo meu desprezo, pedindo minha distância e impedindo minha aproximação.
Adeus meu caro, adeus meu caro; eu nunca vou esquecer de todos os cigarros fumados e de todos os fluidos ou palitos perdidos. Adeus senhor Morpheus, adeus. E divida a fumaça, o tabaco e o pó comigo. Devolva-me a mim.
Nada de estômago, nada de fígado, nada de salivas, nada de pó, nada de heroína.
Deve aprender a andar pelos próprios pés, para o seu próprio bem e para não causar sua própria destruição.
Esse futuro cada vez mais masoquista.
.BITCH.
Por PSEUDOS às [2:59 PM]
Não Abstenções:
[2.12.05]
Pois é; o ano acabou.
E agora, José? E agora? Lembranças passadas ou não se embaralham em minha mente confusa e contundida. Será que lá vai fazer falta, será que ele vai fazer falta; será que irei vê-lo; será que ele, por sua vez, lembra de mim? Ou apenas desligou o presente do passado e o passado da mente e do mundo particular dele.
E agora?
Aonde ir, que confusão arranjar; o que fazer de uma vida nojenta que nem se quer é vida?
E agora?
Quantos cigarros fumar? Quantas paredes beges estarão em minha frente? Quantas mais vidas para ver, quantas mais pessoas a se perder e quantas vezes mais vou ficar confusa pela falta de certeza do dia de amanhã.
Não digo que hoje o dia foi difícil, o dia foi vazio e nublado, nublado e chuvoso, chuvoso e choroso; mas neste caso, minhas pupilas continuaram secas.
E agora? Essa droga de vida, essa droga de vida escolar; essas drogas de adolescentes a beira de um ataque de nervos, essas drogas; esvaem-se; não me importo o lugar, mas daqui para diante a vida não será a mesma. Nada será igual e ninguém de lá estará por perto. Eu estou sozinha, como sempre estive; mas não foi solidão, foi o livre arbítrio. Foi a fome por mais pedaços e por mais fumaça; e por mais gente e menos gente; o velho efeito do queijo suíço; quanto mais gente, menos gente.
Não há saída minha cara, não há onde ir e os cigarros acabaram ontem.
Não há onde ir, parece-me que o isqueiro está sem fluido.
Não há onde ir, talvez ele esteja cheio de você.
Não há onde ir, o ano acabou e a desgraça chegou.
Não há onde ir, nem você mesma sabe o que quer e não vou ser eu que vou mostrar o caminho.
Não há onde ir e ele não atende o telefone.
E agora?
Eu estou aqui, eu to aqui; eu to aqui, eu estou aqui. Alguém pode me escutar porra? Alguém ai tem idéia do que é esse buraco?
Alguém ai sabe o vazio que contem no vazio?
Alguém ai sabe o que é o caos?
Meu caro, eu estou aqui; me escuta, eu era um lobisomem juvenil, mas agora eu não sei mais quem eu sou.
E a culpa é toda tua.
Por PSEUDOS às [8:51 PM]
Não Abstenções:
[7.11.05]
Já começo por admitir que estou confusa, sendo mais sincera ainda. Eu sempre fui confusa mesmo. Consegui me perder de mim, perder o controle que eu nunca tive. Sinto me presa e atada a uma balsa, que vai e vem com a maré. E esta balsa, sinto me informar, está indo a lugar nenhum.
Quero ter mais certezas, quero um chão para pisar e deixar de pisar em ovos; vou sobreviver, assim como você também irá.
Não sei se eu posso me prender ao ilusório, não sei se posso me prender ao nada. Não quero arriscar minha vida de novo e prometo a mim mesma; que não, não vou cortar peles apenas pela pele. E se for a cortar, dilacerar ou rasgar; será a balas.
Não acredito, não acredito, não posso acreditar. Me nego, me cego. Suforcar-me-ei.
Por PSEUDOS às [9:57 PM]
Não Abstenções:
[8.10.05]
O tempo é apenas uma ficção de nossas mentes; dizia ela com a maior certeza do mundo, misturada com uma tristeza elevada ao âmago, decida ao estomago; que subia e encravava nos pelos dos braços, ralos e alvos. Os dias se passavam igual e ela ficava louca, ouvia seu toca cd particular e cutucava o cantos das unhas até ferir a carne.
O torpor deixara de ser raro e começava a chegar dia após dias, na ausência de tabaco, álcool ou o que quer que seja. As idéias subiam e desciam pela carne clara, quente e cozinhante. Cozinhante é o melhor termo a explicar o calor infernal, divinamente quente, divinamente vazio, divinamente satânico.
-Meu passado nada conta em meu presente ilusório, irreal e inconstante; saudade mata assim como faca fere. Enxofre fede, mas e daí, não mais importo com tudo isso, não posso mais importar.-
Ela estava ciente de toda podridão contida na carne, toda podridão contida nos corpos e nos ácidos. Podridão essa que cansava as vistas e sulfurizava as caras, os rostos e aos tabacos.
A podridão invade a pele dela por entre as feridas fechadas que por dias e meses estiveram abertas. Um coração sujo andando de trem; até ai, quem se importa, quem entende, quem quer saber?
Ela quer apenas tabaco, eu quero conforto; mas nós, nós queremos cloreto de sódio, torpor estuporante.
"Assim como o instinto guia o cego
Eu sei que sou egoísta e cruel
Não há nada aqui, mas o que existe é tudo meu
Alguma coisa emprestada, outras tristes."
O tempo é apenas uma ficção de nossas mentes, beijos na pista de dança no meu passado; eu preciso de conforto, assim como você.
Por PSEUDOS às [8:15 PM]
Não Abstenções:
[17.9.05]
Aviso a todos os que lêem os textos da Annia:
Ela está pretendendo publicar um livro, por este motivo o blog vem sendo pouco atualizado. Nenhuma editora aceitaria um livro publicado em Internet.
Se o livro der certo, ele vai ter textos já publicados aqui e textos novos também.
Ainda não se sabe ao certo o nome do livro nem a editora.
Mas é apenas uma tentativa, ela vai colocar ainda umas atualizações aqui; não irá fechar o blog por este motivo.
Ela também aceita ajuda com a correção ortográfica.
Mais informações, eu coloco aqui depois.
(As imagens aqui colocadas, foram achadas espalhadas pela Internet; não tenho o endereço de uma só, eu sempre juntei imagens as quais eu gosto no computador).
Por PSEUDOS às [3:58 PM]
Não Abstenções:
[6.9.05]
Salivas
Vazio, vazio, vazio; andar, andar, andar.
Andando em rumo ao nada. Esse vazio insiste em incomodar. Sinto me presa e atada. De mãos dadas ao caos. De mãos dadas ao nada. E com um breve lapso de memória volta a ocorrer o passado, com todos seus pós e contras. Eles eram eles, elas eram elas e ontem foi ontem. Apenas isso. As salivas salobras que escorriam de diversas bocas, limpas ou não. E de que isso me importa. O que importa é que elas eram elas e eles eram eles. E o que eles eram eu ainda não sei.
Mas disso nada importa a uma vida atávica, sem rumo, sem direção. Eu preferia viver no caos continuo do que ficar sentindo o caos me corromper pela falta. Aquele caos era o mais desejado e o mais sujo possível. Eu queria poder entender tudo o que não entendo, queria todos guardados na minha mala, na minha mochila. Fazer coleção de pessoas e me desfazer da minha coleção de memórias, de restos e de salivas perdidas pela pele ainda suja da noite que já se foi, mas apesar de tudo continua aqui presente, assim como o cárcere e a falta de alma.
Não, nunca gostei de pisar nas pessoas como se elas fosse flores secas a caminho do lixo. Eu gosto de vocês, eu amo todos vocês meus caros que tantos desagrados. Mas se quiseres saber o porque da utilização saiba que a culpa é dele, e dele, e dele. Só não saio apontando os cadas, pois estes cadas não estão mais presentes, eles se foram como a brisa de foi, e sobrou só mormaço e calor. Minhas manias continuam as mesmas. E sinto saudade dele, o ele mais presente que nem bem eu sei quem é. Sinto saudade da pele e do cheiro, das salivas provadas ou não.
Do amor que um dia eu senti e do repudio que sinto pela pessoa dele. Tão diferente, tão infantil e tão agradável aos meus meros olhos, amassados na ressaca do dia a dia. Ele ainda sonha, ao mesmo passo que ele deixou de sonhar e sonha em deixar de viver, não sei aonde ir, minha vontade niilista inexiste, como ela própria.
Sinto-me atada, estou presa em um circulo de fogo, tudo sempre igual. Quanto mais pessoas menos pessoas; e qual era mesmo o nome daquela garota, daquelas belas garotas que eu não faço idéia, nem me lembro se tinham traços orientais ou não. Os olhos puxados misturados com um cabelo avermelhado e enrolado. Mas é a vida, eu não sei ao certo o que elas eram e nem elas sabem de onde eu surgi. Pessoas de longe que vão ao longe. Queria voltar ao ontem, quero as salivas sujas de volta; por mais bêbado que ele estivesse.
Não me importo, são pessoas dos mais variados lugares, são apenas pessoas querendo se divertir; assim como eu; que por mais que eu me divirta, estou sempre voltando sozinha para casa.

Por PSEUDOS às [10:21 PM]
Não Abstenções:
[17.8.05]
Sabia, sabia que por vezes esta Annia me enche o saco.
Ela não me deixa fazer nada e eu fico presa as faltas de vontade dela. Elas está me deixando tão louca quanto ela. Por vezes sinto vontade de mata-la. Ela sofre demais, não faria tanta falta assim.
Hoje deixei de fazer algumas coisas que eram obrigação pois esta inútil não me deixou sair da cama. Ontem o dia foi foda, porque ninguém percebeu isso? Ontem tava tudo triste e cinza; com isso ela entrou em mais uma crise de choro, com vontade de matar o mundo ou de se matar; mas esta inútil está com medo do que não conhece e tem obrigações demais na terra para poder deixa-la assim.
Ninguém me escuta, ninguém me entende; ela não consegue transparecer o que eu sinto. Me sinto muito mal e a única coisa que ela faz é chorar e pensar em facas e coca. E para piorar a situação uma terceira fica jogando merda no ventilador.
O que eu posso fazer com elas ou comigo, não sei aonde ir, perdi a noção de tudo.
Joguei os amigos no lixo e me atirei no esgoto. É difícil de pensar, difícil; de calcular, andei perdendo a paciência que eu nunca tive.
Annia, eu quero te matar. Te odeio sua inútil, eu me odeio.
Estou tão perdida quanto ela numa escuridão que se demorar mais um pouco para acabar vou começar a chamar de eterna. Estou confusa, estou cansada, perdi tudo o que eu tinha.
O que tenho que conseguir agora tenho que correr atrás, será que eu terei paciência? Será que eu tenho paciência de construir tudo de novo agora que meu prédio ruiu.
Fui expulsa de minha casa, expulso-me de mim mesma. Será que ele consegue me ouvir gritar? Será que ele ainda lembra de meu nome ou eu sou apenas mais uma memória passageira?
Será....Tudo está na base do será.....será que eu vou ter paciência com vocês um dia de novo.
Aonde estão meus amigos, eu não sei. Estou chegando a conclusão que sempre estive sozinha e de que eles estão pouco de fodendo para a minha pessoa. Apenas tenham certeza que isso só foi o ponto final, a tempestade estava demorando a chegar.
Não direi que cansei de vocês, pois acho que na verdade se for assim, a recíproca seria verdadeira.
Todos estão cansados de mim, não vou mais procurar por vocês, cansei de ser a única aqui que se importa com alguém.
Estou aqui, se quiserem; procurem-me.
E por fim, não querendo parecer mal educada, mas já sendo-me. Fodam-se.
Cecilia Anne

Por PSEUDOS às [11:24 AM]
Não Abstenções:
[4.8.05]
Tudo confuso e um meio que ébrio, o pus que está em minha garganta podre, que deverá ser retirada, devera ser refeita para ver se não mais me atrapalha, ando vazia e cheia demais.
Não sei o que quero e como quero, nada posso contra mim, ando pensando demais no que deveria ser esquecido, eu deveria ser mais sobrea, por mais que eu não beba, eu tranço as pernas de minha mente, estou sempre sem rumo, atrasada, sem horas e sem amor.
Ele continua lá, no mundo dele, parei de tentar entrar no mundo ele, ele é complexo demais para mim e eu complexa demais para ele, eu quero me achar; eu queria poder achá-lo, em algum lugar, mesmo que ele não seja ele; eu queria ser feliz, apenas isto.
Ando preocupada com a minha vida, com minha solidão, com meus amigos, com política, com tudo que transforma o mundo em caos e transforma o meu mundo em caos. Eu preciso de lógica, de álcool e de quem sabe um bom sedativo; mas tem exame de sangue semana que vem, talvez cirurgia em breve. Aonde eu posso esconder meus pulsos?
Eu ainda não me achei, em nenhum lugar, nunca sei como o dia vai acabar. Sempre começa igual, a preguiça de levantar da cama. Às vezes termina ébrio, às vezes termina disforme, às vezes não deveria terminar, às vezes não devia ter começado; e são estes dias por ultimo citado que me faz crer que, por vezes, dias não farão tanta falta ao meu mal vazio.
Ando confusa, sem computador e já que é assim, nada de foto.
Por PSEUDOS às [1:18 PM]
Não Abstenções:
[4.7.05]
Estou perdida, assim como sempre estive. Sobrevivo em busca do onírico, para dizer bem a verdade estou cansada de tudo isto.
Eu com saudade de pessoas que já não existem; se modificaram com o tempo, se tornaram outros, só eu que continuo a insanidade de sempre.
Animo me falta.
Quero vê-lo, sei que ele não quer me ver; o que eu posso fazer? Ele está tão longe, física e mentalmente.
Ser tão diferente de mim, se tivesse a chance eu me modificaria, nasceria de novo, jogava todo mundo no lixo; ou enfim, jogava-me no lixo; dentre dendritos, humanos ou não. Sinto-me como o ser mais fétido existente, ando triste, diga-se de passagem, triste é apelido, as pessoas morrem e eu fico, estou adoecendo e eu estou apodrecendo, mas não consigo sumir daqui.
Sinto-me velha e só, meus bons amigos estão mudando, um realmente está mudando.
Penso rápido, mas eu sou lerda, tenho preguiça de levantar a mão, de alimentar meu peixe, de qualquer coisa. Ando triste e inábil, eu quero sumir daqui.
Ando pensando em loucuras, em ir embora para longe sem ninguém, talvez até sem mim; mas desta vez não é a saída mais rápida, eu quero mudar daqui, tenho que aprender a me virar sozinha, tenho que aprender a ser gente e de não depender de ninguém para ficar falando ou parafraseando algum autor de um bom livro.
Quero ir para longe e ficar anos e anos sem encontrar ninguém, sem me encontrar. Andar por ruas desconhecidas. Poder sentir-me realmente só, só eu no mundo; só, sem ninguém; junto a pessoas que falam línguas estranhas e não me conhecem.
Quero acordar podre numa viela escura, depois de muito ópio, para esquecer da dor, esquecer de mim, esquece-lo.
Quero fugir daqui, não me sinto mais em casa, quero ir para longe, em rumo ao longe; não sei para onde e isto também não importa, desde que o mundo não seja mais este, desde que eu não conheça as ruas, desde que não tenha este sol que me mata.
Cadê o sangue, meu amor, cadê o sangue?
Estou cansada de quase todos vocês, amores.
Eu também sinto que vocês também se cansaram de mim. Acho que está chegando a hora de eu dizer adeus. Uns farão falta, outros nem tanto, mas é a vida, tudo é igual; pena que ele nunca vai querer ir comigo.
NÃO PERTENÇO A NINGUEM.
Por PSEUDOS às [9:10 PM]
Não Abstenções:
[13.6.05]
Divagações
I.
Será que a boemia está morta? Será que tudo está acabado?
Não sei mais de nada, encontro-me perdida em minhas entranhas. Perdi o rumo, o gosto. Nada tem graça por vezes me encontro sem vida.
De que preciso da vida? O caos se tornou um caos. Não tenho o que escrever e o que eu teria que escrever não posso, me nego, tenho medo.
Tenho medo de me expressar e constatar o constatado; não sei o que fazer nem tenho para onde ir. O caos está imposto e a morte está próxima. Perdi-me, tirei a minha alma e guardei na gaveta. Quem sabe um dia, daqui alguns dias, eu a tire de lá. Se não for assim jogo-a fora, jogo-me fora. Abandono-me-a.
Este caos não tem graça nenhuma. Eu perdi a graça.
Cansei.
II.
Torto, sinuoso e ligeiramente ambíguo.
A ligeridade preocupando, mas desta vez algo que pode realmente me matar. Insonidade morta. Insanidade presente, maçante, enlouquente.
Nada a fazer, o rumo a seguir salva a minha vida e mata uma alma; é o fator da escolha.
Livre arbítrio falso, liberdade inexistente, ausência de recursos me assola; cada vez mais caos.
Um a um invadindo minhas entranhas, nada disso mata, mas mato-me por causa deste.
Não só destes, fatores esvaecidos me assolam. Aparentemente mortos, mas ainda sim vivos. Vivos e tristes.
Não há o que fazer, na real ainda existe uma saída, uma saída tão incerta e ébria.
Duas portas sinuosas em direção ao abismo, a ausência de coragem e a vergonha matam.
Tudo apenas uma questão de escolha, a question of time.
Peço que a sobriedade me abandone e que me deixe só numa viela regada a campari, o amargo da vida. O gosto insalubre do desespero e da morte, o sangue irá rolar e putrefar o ambiente vermelho, ficará fétido como a morte; mesmo que seja outro que morra.
Não dá mais, esta duvida me assola e o sangue não rola, não há saída.
Não há amores; não há nada, além da mente e do corpo.
Rompidos, tortos e sinuosos. Tudo como a velha melodia; desta vez preocupante.
III.
Ausência de computador mata, folha extraviada, sumiu....
IV.
Dias iguais, maçantes. A vida está literalmente no lixo, descendo o vale negro das trevas, mais uma vez. Eu estou indo busca-lo, mas ele não quer vir comigo, com isso prendo-me na areia, afogo-me na ausência de água e adoeço por causa do frio e da noite.
Cada vez mais sinto vontade de me dopar, de tirar o pouco que me resta, mas não desejo morrer, eu o quero, preciso-o.
A garganta em pus lavou minha alma de dor e tudo por tempos ficou confortavelmente anestesiado. Por dias a febre tomou conta de mim enquanto eu apenas sobrevivia e tentava dormir para esquecer da dor. Dias mortos pelo tédio, pela dor e pela doença que é mais seria do que eu imaginava.
Os fantasmas me assolam e ainda não esqueci de ninguém além de mim.
Passo dias a relembrar, meus quinze anos. Época terrível e infinitamente bela, bela porém triste. Eu quero o álcool de volta, me quero de volta, estou tão sem mim ultimamente. As pessoas não se adequam a mim, não me adequo a ninguém, nem sinto vontade de ser como eles; sinto que eles são tão vazios, já estou estupidamente cheia do meu próprio vazio.
O ano configura-se cada vez pior, tudo na mesma, da mesma para pior, por mais gente que tenha, estou só; ele está em algum lugar, lendo.
Vou tentar esquece-lo, vou tentar lembrar um pouco mais de mim nestes dias tão insanos e cinzas. Quem sabe eu consiga retornar até parte de meu passado, quem sabe um dia encontro aquela garotinha bêbada jogada em algum beco e acordo ela. Eu estou tão só e tão cheia de pessoas. Estou sozinha, pois só consigo pensar nos livros e em algumas maçãs.
Por PSEUDOS às [9:40 PM]
Não Abstenções:
[15.5.05]
A vanguarda está morta, disseram os boêmios. E agora? O absinto acabou, o cigarro apagou. E agora? A noite está morta.
O que é a vanguarda, o que é tudo isso? O que as pessoas querem, porque todos são iguais?
A vida continua igual, os dias se passam iguais. O sono me mata, mas não tenho vontade de dormir. Sinto saudades dele, mas não vou fazer nada contra isso.
Cansada de tudo, sobretudo de pessoas. Quero absinto, eu preciso de absinto. Acabou-se o que era verde.
Amo a noite e toda aquela fumaça. Pessoas pulando no breu, vinho podre de desce o esôfago e corrompe o estomago. Pessoas e mais pessoas.
Felicidade inconstante e salivas salobras salivas. A noite virou dia, o cigarro virou tosse, o vinho virou ressaca. E eu não viro mais nada, eu já virei isso há muito tempo.
E continuo na mesma, dentro de trios, de banheiros sujos, pisando em chão e vômitos, tentado lavar a cara em água inexistente; bebendo, fumando utilizando-me de pessoas as quais não me lembro mais o nome.
Eu continuo andando sozinha por dentre as pessoas, sujando-me com pedaços de pessoas, dentre corpos inexistentes.
........Estamos sós e nenhum de nós sabe exatamente onde vai parar.
Mas não precisamos saber pra onde vamos, nós só precisamos ir.
Não queremos ter o que não temos, nós só queremos viver.
Sem motivos nem objetivos, estamos vivos e isto é tudo.
Não queremos lembrar o que esquecemos, nós só queremos viver.
Não queremos aprender o que já sabemos, não queremos nem saber.
Sem motivos, nem objetivos. Estamos vivos e é só.
Estamos sós e nenhum de nós, sabe onde quer chegar.
Estamos vivos sem motivos, mas que motivos temos pra estar?
Eu vejo um horizonte trêmulo. Tenho os olhos úmidos.
Eu posso estar completamente enganado. Posso estar correndo pro lado errado.
Mas A dúvida é o preço da pureza. É inútil ter certeza.
Eu vejo as placas dizendo Não corra, Não morra, Não fume.
Eu vejo as placas cortando o horizonte, elas parecem facas de dois gumes........
Por PSEUDOS às [3:32 PM]
Não Abstenções:
[5.5.05]
Acético, asséptico, vazio, triste, inodoro, insano e insosso.
O mundo está vazio. Apenas vejo a fumaça subindo rumo ao teto daquele lugar fechado que eu tanto esperei e que eu tão mal soube aproveitar. As musicas me lembravam ele, os dias me lembram dele e dele eu não tenho nada.
Não sei o que fazer, eu nunca soube como eu poderia agir diante à adversidades; mas desta vez, desta vez é como qualquer outra, em um passado pouco distante. Apenas de novo, repetindo a mesma melodia monótona e singela. É apenas mais uma vez. Um pouco de sangue escorrendo, um pouco de angustia descendo pela carne, pela pele branca; por hora partida.
Não sei o que fazer, não sei como agir, para falar a verdade nunca soube. Por vezes sinto que minha boemia constante morreu e foi substituída por um vazio imenso. Mas quando o dia vira noite, às vezes as coisas mudam. Mudam, descongelam. E por mais que eu fuja do mundo, o mundo às vezes é mais forte que eu.
....Este é o final da sua gloria, espero que fique além da memória....

Por PSEUDOS às [11:08 PM]
Não Abstenções:
[19.4.05]
Realidade deturpada, o que é real em um mundo deturpado?
Os dias se passam lentamente; não digo que cada vez mais me afundo em uma lama negra. Não há uma lama negra, nem de qualquer cor. Há uma preocupação inconstante. O medo do caos onírico e da ausência de vida alheia.
Preocupo-me demais com quem nem sequer deve se lembrar de mim. Ele poderia ser o meu mundo, quem dera eu pudesse ser o mundo dele. Não sou o mundo de ninguém, não sou sequer o meu mundo, estou perdida em um caos continuo.
Apenas me lembro dele e sinto que meu mundo é dele. Não anseio a nada, nem à/há ninguém. Fico parada a mercê da estática, esperando que, quem sabe um dia, ele me veja e deixe-me entrar no mundo que trancou a porta.
O que mais mata é que eu não sou assim; já fui há tempos remotos; não sou mais, deveria continuar não sendo. Mas não tenho forcas, apenas espero o tempo passar e alguém para me tirar daqui.
O tabaco já não mais me sustenta, já não suporto mais a mim; falta-me um pedaço; desde o dia daquela vodka não bebida. Desde o dia que tentei entende-lo e deixei de me entender.
.....Todo o carnaval tem seu fim
É o fim
Pra que mudar?
Deixa eu brincar de ser feliz, deixa eu pintar o meu nariz ! .....
(Eu tinha dois textos prontos, resolvi postar os dois hoje; o outro está logo abaixo).
Por PSEUDOS às [3:19 PM]
Não Abstenções:
Inóspito e quente e amargo. Doce como o álcool que desce rasgando e torna-se doce. Dias vazios, azuis, quentes. O elixir que pode salvar um dia, alguns dias e acabar com todos os outros.
[10.4.05]
Azular-se
[25.3.05]
Poderia passar tempos a falar de mofo, fazer um monologo sobre todo o mofo existente na vida de pessoas que já estão cansadas, sujas e perdidas em meio da própria podridão.
[22.3.05]
Essa não é uma atualização, só vou colocar aqui o texto que antes estava aqui do lado e colocar um novo lá.
[19.3.05]
Eu preciso de vodka queimando minha garganta inábil de adolescente mórbido. Eu preciso de mais tabaco em meu sangue.
[1.3.05]
Sentindo um quarto triste e vendo toda a solidão voltando a tona.
[25.2.05]
Dopamina, dopamina, dopamina. Torpor que deveria ser continuo à ausência de quem me faz uma real falta. Aquele silêncio roubou minha alma, aqueles olhos castanhos roubaram a minha alma. Sinto falta dele, da presença dele, do cheiro dele, dos olhos dele. Sinto falta do silencio, sinto falta dele por completo.
[11.2.05]
Desanimo e tabaco e insônia.
[5.2.05]
Confuso, entorpecedor e eloqüente. Sei lá eu o que estava acontecendo, eu estava mais confusa que a própria confusão em si. Não, eu não entendo, nem cai na real até agora.
[18.1.05]
Um dia quente, uma noite longa, uma vida curta.
[15.1.05]
Eu odeio ratos, eu odeio ratos, eu odeio ratos.
[9.1.05]
Era um dia menos frio, pra falar a verdade quente por demasia. Ela estava feliz, feliz porque seu amado gato de estimação tinha voltado depois de eras.
[7.1.05]
Como eu gostaria de escrever .... O dia está frio, a neblina está densa .... mas eu não posso escrever isto, o dia está quente, sonante. Eu queria um dia frio, uma noite longa, uma vodka cobrindo o meu estomago. Eu queria ver um bom filme, jogada no sofá, com meus amigos, meus amores; mas não, o tempo está ao inverso. E eu odeio ficar falando sozinha.
[30.12.04]
O dia está quente e o meu gato já não lambe mais as patas. Elas estão limpas? Elas estão vivas? Não sei, não tenho mais nada a informar sobre o paradeiro de meu gato que sumiu há dias. Eu sinto falta dele, da companhia que ele me fazia nos árduos dias que passei este ano, este ano que já se encontra no fim. Eu preciso de uma nova companhia, de umas novas companhias; de novos dias sem sol, para que o leite que um dia minha pele já foi volte.
[7.12.04]
O dia está quente e meu gato lambe as patas para tentar limpa-las; será que ele acha que elas ficarão limpas? Particularmente eu não acho e nem me importo.
[23.11.04]
Breve texto sem motivos....
[16.11.04]
Está chovendo e eu estou, estou. Já não sei mais aonde eu estou, não sei mais quem eu sou. A mente entorpecida mata-me de desgosto. Sei lá, já me perdi nas contas, não sei quantos anos eu tenho, eu sei em que ano eu nasci; só não sei quantos anos minha consciência carrega. Já estou ficando velha demais para uma garota. Já conheço os males do mundo, os males do meu mundo.
[15.11.04]
Devaneio, devaneio, a ausência de sono atormenta a minha mente e minha pele que sangra por traços sinuosos.
[6.11.04]
...........Tristes sonhos serão apagados e consumidos pelas chamas; e os cacos do espelho quebrados perfurarão a minha carne como nunca antes, as imagens retorcidas e separadas de minha pessoa causarão alucinações duradouras, que foram causadas pela saída mais rápida.......... (24.02.04)
[29.10.04]
Se você pudesse me salvar eu ficaria feliz.
[28.10.04]
Tudo na mesma, meu caro. O dia está frio e a noite vai ser lenta, eu vim para casa. Eu não tenho nada a perder, além de minha alma. Já estou cansada e passada de ser feita de, de o que nem bem eu sei.
[3.10.04]
Ausência de palavras, ausência de explicações. Estou meio perdida em um emaranhado de duvidas, eu estou perdida sem saber pra onde ir, para os braços de quem correr, estou perdida com medo de me afogar no mesmo poço o qual eu construí as paredes. Não sei, não me entendo, não há o que eu fazer, não quero mais nada.
[24.9.04]
Dezessete anos, fazer o que. Os dias passam monótonos assim como os dezesseis anos que já se passaram. Os dias estão quentes, minha pele pálida cada vez mais vermelha, cada vez mais queimada, cada vez mais suja. O que eu devo fazer da minha insana vida descontinua agora eu estou mais velha? Qual a diferença entre 16 anos e 364 dias e dezessete anos, alguém pode me explicar?
[5.9.04]
Vida, tudo voltou ao que era antes, eu estou sendo obrigada a aceitar uma coisa que nunca irá mudar.
[4.9.04]
O que fazer quando não se quer fazer nada. Os dias passam assépticos, as tardes passam lentamente e a noite chega engolindo toda a esperança que me restava. O que fazer quando não quero fazer nada, quando não tenho o que falar, nem quero falar com ninguém. Minha cara, o que eu posso fazer com essa lucidez enlouquecedora continua, o que eu posso fazer dos cortes em meus pulsos e com minha boca sedenta por mais sangue?
[29.8.04]
Estão querendo virar o meu pote. Puxando o meu tapete de leve para me derrubar aos poucos, a visão turva de um rosto sem óculos, a visão turva de um ser sem olhos.
Caindo, caindo, caindo, passar dos dias parece que vai me matar, eu estou ficando louca. Na realidade eu vou ficar louca, a previsão do não ser me mata. Vou enlouquecer nesta casa imunda e fétida, voltar a cortar as carnes.
[24.8.04]
Acorde Annia, acorde para um novo dia. Não quero te animar demais, afinal você sabe que será apenas mais um novo longo dia de cansaço, um novo longo dia igual a todos os outros. Hoje você não precisa ser feliz como almejas, não irá conseguir mesmo; apenas acorde para lavar a cara suja, suja de todos os seus outros dias de vida.
[22.8.04]
O fardo está mais leve, caminhar para ver o dia raiar. O caos me invadiu de vez e nada é o que parece ser e nada está como deveria estar; mas o meu mundo por hora não está por desabar sobre a minha cabeça.
[8.8.04]
Não diria que eu estou perdida, nem diria quer eu me encontrei, apenas digo que hoje o dia está em preto e branco.
Texto de um amigo meu, que me foi enviado como colaboração para o site, e que eu gostei muito. Muito obrigada.
[17.7.04]
Melhor não pensar no assunto, melhor não pensar.
[11.7.04]
Vazio, já não classifico o momento atual como vazio, ele está cheio, cheiro de problemas, duvidas e insânia. Atualmente nada que eu faça muda a monotonia de sempre, por mais que eu tente, por mais que eu queira, nada me tira desta fossa em que me encontro. Os dias passam frios e este frio angustiante congela-me. Por mais que eu não esteja só, eu me sinto só, muito só, e não há nada que eu possa fazer.
[3.7.04]
Dias apáticos, dias apáticos, dias apáticos. Minha mente gira enquanto meu corpo reclama, minha mente entorpece enquanto tudo o que eu tenho se esvaece. Triste muito triste.
[1.7.04]
-Tem dias que tudo está em paz, agora os dias estão todos iguais-
[27.6.04]
-Deixa, se fosse sempre assim, quente-
[26.6.04]
Acho que estou encontrando a resposta que eu tanto procurava, eu quero viver. Ao meu futuro as respostas estão incertas, mas talvez eu esteja encontrando a saída deste labirinto. Filosofar sobre a vida mal vivida que eu tive, e tentar melhorar as partes podres, tentar sair desta fossa e depressão que me assolam desde o sempre.
[20.6.04]
Aos comentários do post anterior. Aos que quiserem entrar em contato meu e-mail é: cereja_assassina@yahoo.com.br, muito obrigada pelos comentários.
[12.6.04]
Este frio traz uma nostalgia continua; o meu pulmão que sangra não esta deixando que eu durma em paz. Este frio, esta chuva, trazem moléstias, e estas moléstias unidas a agonia que me acompanha desde o sempre, fazem minha mente girar, meu corpo tremer e meu pulso sangrar.
[3.6.04]
Apesar das trevas e das dores, do ócio desmedido e da falta de amor; o mundo, o meu mundo continua o mesmo. O sol continua sem brilho, a maré continua subindo e eu continuo caindo.
[21.5.04]
Tudo de baixo, como sempre foi. É difícil suportar está dor constante que cada vez mata mais um pouco de minha alma. O vazio fez o passado voltar a tona e com toda a força por pequenos acasos e coincidências ocorridos nas ultimas datas.
[15.5.04]
Eu estou sumida, admito; é culpa de tempo, falta de voltade de escrever e paciencia abaixo de zero.
[26.4.04]
Confusa, mente demente sem saber para aonde ir, quero tanto o que não quero, não quero mas quero mais do que nunca. Os dias atônitos e sem vida começaram a receber uma pequena coloração, e estou com tanto medo desta cor se esvaecer rapidamente. E este medo angustiante e sufocante faz que eu não deixe este pequeno pedaço de felicidade aumente para que a sua falta seja menos sentida depois.
[18.4.04]
Eu nunca tinha percebido que o vazio pudesse corroer a alma do jeito que a minha está sendo corroída.
Aqui está meio que jogado as traças, mas a culpa é da falta de tempo...........
[4.4.04]
Nada irá mudar, este é meu maior medo, o passado me atormenta com um amor inacabado, o presente configura-se confuso, estranho, apático e acima de tudo distorcido.
[27.3.04]
Vazio profundo e provocante entorpece a minha mente, enquanto a febre inebriante arde em meu corpo, fazendo-o doer, meus olhos lacrimejam pelo calor, e minha garganta pulsa em sangue e em pus, em uma dor profunda e duradoura, o gosto de sangue constante em minha boca por vezes da lugar ao pus que também está presente.
[21.3.04]
Desculpe-me a demora, ultimamente os dias têm sido monótonos, e a ausência de ter o que escrever me afetou profundamente, agora só posso entrar na internet de fim de semana, está tudo em uma imensa confusão......
[29.2.04]
À alguém.
[24.2.04]
Carta ao sonho
[15.2.04]
Pode até parecer loucura, mas não é. Por um tempo o cheiro fétido a lama deixou de me incomodar e me fez sentir como se o mundo pelo menos uma vez pudesse ser habitável, mas em um segundo só o chão sumiu de baixo de meus pés, e agora eu estou só, cai na realidade insana novamente. Por causa de mentiras injustas lançadas contra a minha pessoa. Aulas começam, a monotonia continua e a futilidade está novamente em torno de minha pessoas por pessoas falsas e arrogantes que eu tanto detesto.
O tabaco cada vez mais mata o meu fôlego podre e as verdades insanas aos poucos começam a aparecer, transparecer e me emudecer.
As luzes coloridas fazem-me falta, faltam pessoas e pessoas.
O dia está chegando, os dias estão passando e me matando. Tempo não aproveitado que me mata aos poucos.
Salivas salobras e amargas; salivas insanas e profanas.
Perdi-me de eu mesma, perdi-me. Não sei aonde aquela velha pessoa insana se encontra. A normalidade anormal me mata e eu não posso mais suportar este vazio continuo de vida.
Preciso sair para esfriar a cabeça, preciso sair de mim e ter noticias dele. Preciso de todos e cada vez mais preciso de mim. Um ser fraco e desistente por natureza. Não sei como eu posso fazer para terminar tudo que eu comecei.
Não sei onde estou, não sei para aonde estou indo, nem sei aonde eu conseguiria me encontrar.
Por PSEUDOS às [2:50 PM]
Não Abstenções:
Céu cinza sobre o ambiente inóspito cinza. Sim redundante, redundante porém cinza em uma verborragia continua.
Dias cinzas, noites marrons; num ato missivo de aquarela pastel. Retirando as cores de meu mundo.....Se eu pudesse eu pintava tudo de azul.....
Paredes estagnadas a mercê da estática, as rachaduras da desolação precoce; as rachaduras nas entranhas. Rachaduras e fungos violentando a alma. Eu não quero me dopar, não quero mais morfina para enganar a dor constante.
Perdendo a cara de criança e carregando um semblante carregado. Começando a violentar recíproca e ambiguamente o mundo.
O que é onírico meu caro sonho? O que é o caos minha cara vida?
Todas as promessas que eu fiz começaram a esfarelar e rachar. Tudo que eu amei se desfalece e afoga. É a vida pulando do penhasco e o penhasco pulando da vida.
Perdi-me, não quero me encontrar.
Desfaleço-me, desando-me, Azulesso-me.

Por PSEUDOS às [8:03 PM]
Não Abstenções:
Prefiro falar sobre o nada, tão comum em minha vida vazia, o nada junto com toda solidão existente neste mundo inerte.
Esse nada não deveria coexistir com o meu pensamento niilista, meio antagônico, porém verdadeiro. Sei e sinto que é inútil fazer monólogos ou textos filosóficos. Mas este nada, vazio e podre, me faz transformar tristeza em uma poesia irônica. Por vezes deturpada, mas na maioria das vezes realista. Do que eu poderia chamar o nada em minha vida vazia; vazia porém cheia de pessoas e salivas irônicas, que por vezes não compreende meu paladar insano.
Paladar esse que nem eu bem entendo.
A vodka que por vezes queima minha garganta, assim como o tequila puro sem ao menos limão e sal.
Essa pessoa a qual se descreve é uma pessoa vazia, cheia de sentimentos mortos e sonhos oníricos por demasia. Na vida, na minha vida, dias não são iguais, mas se repetem dia após dia; em uma singela ciranda a qual não entendo. Apenas concluo que por mais que eu não queira, tudo é sempre triste, igual e triste.
Essa verborragia angustiante mata ainda mais minha vida e eu nem sei explicar o porque.
Estou triste, cansada, sozinha; esperando alguém chegar, não importa bem quem. Se bem que........esvaeço-me por aqui.
Apenas mais uma verborragia insane, insone, tabagista e não alcoólatra.

Por PSEUDOS às [4:37 PM]
Não Abstenções:
Loucuras e loucuras é o que define a minha vida, minha misera simplória vida, por vezes bebo, por vezes reclamo, por vezes deixo de ser para não me acabar.......Amei demais demasiadamente, machuquei-me demais e demasiadamente, agora não consigo mais amar, apenas vagueio procurando uma vida mais feliz, um dia legal, um amigo para me salvar, alguém que eu possa amar completa e verdadeiramente, alguém que me escute, me entenda e me descomplique, alguém que seja como tudo o que eu preciso, e o que eu preciso nem eu sei.......Enquanto isso vou levando minha vida, passeando por entre túmulos, brincando de ser feliz, alucinando-me, embebedando-me, enlouquecendo-me e ficando feliz sem motivo, rindo da minha desgraça, rindo de meu ser, rindo de como eu ainda continuo viva, rindo simplesmente por rir, rindo para não chorar. Apenas ambicionando a liberdade, apenas vivendo por viver, vivendo sem justa causa, vivendo para não morrer, e morrendo a cada amanhecer, morrendo a cada anoitecer, morrendo a cada dia perdido de minha vida........
Esse está antigo, preferi escrever um novo.
Por PSEUDOS às [5:14 PM]
Não Abstenções:
Qual a necessidade que tenho em soltar fumaça, perguntou-me um mendigo que vendia amendoins na velha praça suja e com cheiro de mijo. Não consigo responder essa pergunta, não há necessidade nenhuma de soltar fumaça, mas preciso de cigarro, de cigarros; do odor fétido do fumo.
Aquela praça fede. A terra sem proteção, a sombra sobre porta de aço de uma loja falida.
Eu estou sozinha e me sinto sozinha, eu vejo a solidão entrar e não quero fazer nada contra, por preguiça de tomar atitudes. Cada vez mais eu esqueço das pessoas que um dia fizeram parte da parte mais importante de minha vida, mas eu fico concentrada em livros, história ou alguma matéria estúpida para que eu possa talvez, quem sabe ter um futuro descente.
Eu queria entender o mundo por mais uma vez, eu estou com saudade de alguns e fugindo de mim.
Mundo, cansei-me de você e todas as suas variantes. Pessoas, cansei-me de vocês e de todas as tuas variantes. Pessoa, cansei-me de você e de suas variantes.
Não há para onde correr, não há o que fazer. Estou cansada de tudo isso.
Apenas espero que amanhã seja um bom dia.
Por PSEUDOS às [10:03 PM]
Não Abstenções:
Um quarto azul, ela estava sentada em cima de uma cama imunda e vazia, pois somente ela nela estava contida. Dias escuros, noites densas, a preocupação com o que faz uma real falta à ela. Ausência de álcool, tabaco excessivo.
Era apenas um sonho, mais um sonho dentre muitos outros existentes na cabeça dela. Mas o sonho, este sonho, tentou se auto-desfazer e aos poucos mostra-se cada vez irreal diante dos olhos dela; distantes, descontínuos, inchados e margeados de lagrimas.
O dia se foi, a noite se foi, ela estava por mais um dia sentada esperando; após uma semana inteira de procura e a resposta no final nada animadora. Triste, tudo muito triste, ela estava cheia de problemas e vazia de soluções; o gilete e a faca e a lima viajava pela carne dela com vontade, ela viajava pela carne, pela carne, pelo composto orgânico morto e fétido.
As arvores estavam tristes, o céu estava negro, a chuva apertava; tudo, o mundo inteiro em si, lembrava ele, ela sabia que dele, o tempo era curto, a pele descontinua e os olhos inchados, assim como os delas.
O quarto azul sufocava assim como ozônio descontido. Os dias passavam-se atônitamente pelos olhos dela, tudo, exatamente tudo estava azul.
Azul e fantasmagórico e vazio. A monotonia passiva.
Monotonia e ausência e falta.
Ela estava sentada numa cama imunda, de um quarto azul, esperando ele bater da porta e deixar de ser mais uma pessoa do outro lado.
A tempestade que chega é da cor dos teus olhos, castanhos.
Luz e sentido e palavra, palavra é que o coração não pensa.
O que sinto muitas vezes faz sentido, outras vezes não descubro o motivo que me explica, porque é que não consigo ver sentido, no que sinto, no que procuro, no que desejo e no que faz parte do meu mundo.
Tudo acontece ao mesmo tempo nem eu mesmo sei direito o que está acontecendo.
Daí de hoje em diante todo dia vai ser o dia mais importante.
Se você quiser, alguém pra ser só seu é só não se esquecer: eu estarei aqui.
Não digo nada, espero o vendaval passar, por enquanto eu não sei o que você falou e fez.
Porque estou tão preocupado por estar tão preocupado assim?
Por PSEUDOS às [5:29 PM]
Não Abstenções:
Estou triste e atônita numa escola velha a qual eu estou começando enjoar, meus amigos estão pouco a pouco sumindo, meu amor em breve estará morto; e eu, eu não sei aonde estarei, eu não sei aonde estou, só sei que parte do meu braço está dilacerado pela alegria descontinua.
Não sei aonde ir, não sei que caminho percorrer, Não sei aonde encontra-lo e não sei aonde eu poderia me encontrar. Minha mente por mais uma vez sofre divagações continuas e loucas; estou só num mundo morto e sem filosofia.
Meu caro que tanto desagrado, eu te espero, eu te espero, eu te espero.
Não fujas de ti, fique aqui por você, eu sei que eu não faço diferença nenhuma.
..You can see his, you cant touch his..
(A foto não é do meu braço)
Por PSEUDOS às [8:29 PM]
Não Abstenções:
O dia está quente, o meu cabelo está solto e as paredes continuam beges, a mesma escada cinza me atormenta, o mesmo lugar, as mesmas coisas, as mesmas pessoas, a mesma droga de vida.
O dia foi longo, tão longo que ainda é dia, ainda é dia. O sol queima a pele, mata o meu animo e abaixa minha pressão. Sinto-me só e sufocada em um ambiente de concreto pós-guerra. Sinto-me só e obrigada a concordar com o que cada vez se mostra mais real.
Não, eu não quero vocês, caros amigos que tanto desagrado; não eu não quero você, cara amiga que tenta me matar todo dia. Todo dia em que estou perdida, envolta em tuas paredes de concreto tingidas de bege. Não quero, não suporto, não agüento.
Lugar sujo, que um dia fora arborizado, lugar insano, minha mente começou a girar após permanecer poucos minutos dentro daquele caos de falta de regras e com regras insanas por demasia.
Queria ser uma criança pra poder dar mais uma crise de choro, dizendo que eu não posso mais suportar aquele lugar; aquele lugar que eu aprendi a odiar com o tempo.
Lugar aonde eu aprendi tantas coisas; todas essas coisas que no geral ou só acabaram com a minha vida, só tiraram minha inocência, dizendo-me que eu sou livre; e depois trancafiando-me numa gaiola, num labirinto o que é difícil de se encontrar e mais difícil ainda de sair dele.
Estou cansada de tudo e de todos, de todas as regras ditas por pessoas que já estão cansadas e sujas o suficiente para não poderem mais ditar regras.
Cansei, eu não quero, eu não posso, eu não consigo mais, não dá. Por vezes eu acho que era melhor parar tudo, do que tentar continuar naquele caos que transformou minha vida em um caos continuo e incessante.
Sim, a Annia, a Clarissa ou quem quer que eu seja está cansada de tudo e de todos que estão lá. Eu não mais suporto. E eu gostaria de dizer: ......Eu não vou...... Mas eu sei que sou fraca e que não posso fazer nada contra; a não ser esperar o tempo passar e esperar a transferência chegar.
Será mais um ano de trevas, desta vez sem dispensa. Mais um ano de caos sem álcool regado com muito tabaco. Um pouco mais de neurônios queimados. Um cursinho para lá, três dependências para cá. E eu não vendo a hora da droga de ano acabar.
Eu não costumo postar letras de musicas, mas está tem tudo haver com a minha escola, o que aconteceu lá e o que está acontecendo.
Hotel California
Numa auto-estrada escura e deserta, vento fresco no meu cabelo,
Odor cálido de colitas, elevando-se através do ar.
Adiante na distância, eu vi uma luz trêmula.
Minha cabeça ficou pesada e minha visão ficou turva,
Eu tinha de parar por causa da noite.
Lá estava ela na entrada da porta;
Eu ouvi o sino da recepção e estava pensando comigo mesmo:
"Este poderia ser o Paraíso ou este poderia ser o Inferno".
Então ela acendeu uma vela e me mostrou o caminho.
Havia vozes adiante no corredor,
Eu achei que ouvi-as dizerem...
Bem-vindo ao Hotel Califórnia,
Um lugar tão encantador, um rosto tão encantador.
Muitos quartos no Hotel Califórnia,
Qualquer época do ano, você pode encontrar aqui.
Sua mente está deturpada pela Tiffany,
ela tem as curvas do Mercedes,
Ela tem uma porção de lindos, lindos rapazes,
que ela chama de amigos.
Como eles dançam no pátio, doce suor de verão,
Alguns dançam para lembrar, alguns dançam para esquecer.
Então eu chamei o Capitão,
"Por favor, traga-me meu vinho". Ele disse:
"Nós não temos essa disposição aqui desde 69".
E ainda aquelas vozes estão chamando da distância,
Te acordam no meio da noite
Apenas para ouví-las dizerem...
Bem-vindo ao Hotel Califórnia,
Um lugar tão encantador, um rosto tão encantador.
Eles estão desfrutando a vida no Hotel Califórnia,
Que surpresa agradável, tragam seus álibis.
Espelhos no teto, o champagne rosa no gelo,
E ela disse: "Nós todos somos apenas prisioneiros aqui
Do nosso próprio ardil".
E nas salas dos chefes,
Eles reuniam-se para o banquete.
Eles apunhalam com seus facas de aço,
Mas simplesmente não conseguem matar a fera.
A última coisa que me lembro, eu estava
Fugindo para a porta.
Eu tinha de encontrar a passagem de volta
Ao lugar onde estava antes.
"Relaxe", disse o homem da noite,
"Nós estamos programados para hospedar:
Você pode desocupar o quarto a qualquer hora que deseje,
Mas você nunca pode ir embora!"
Por PSEUDOS às [9:41 PM]
Não Abstenções:
Sei lá eu; não não, não direi que isto não é justo pois isso não cabe a mim dizer neste exato momento. Não é questão de injustiça ou de vontade própria, é questão de euforia em si. É a questão da falta de álcool nos atos.
Apenas cigarros, apenas o tabaco, apenas à tarde.
Aquele lugar estava cheio de pessoas que por vontade própria não se adequam e não aceitam a minha opção; e esta, estava bem escondida, nas profundezas de meu ser. Em algum lugar o qual eu chamo de loca.
Viva la vida normal, viva la minha vida, viva la puritana vida. Morte a promiscuidade.
Estou ligeiramente cansada de empurrar tudo com a barriga e fingir que eu estou bem, estou cansada e com pendências que existem desde o começo do álcool no meu fígado.
Sinto-me sufocada e com vontade de beber, sinto-me sufocada e com saudades de tudo e de todos. Sinto que eu estou cada vez mais afundando neste mundo louco e por vezes eu ainda sinto vontade de dormir por anos, milênios, eternidades.
Eu queria um pouco mais de bombeirinho, uma dose do meu passado, uma dose da loca e três doses de animo.
Eu estou um pouco mais perdida que o normal, um pouco mais confusa que o permitido ligeiramente mais sobrea e cada vez mais vazia.
....
Nada existe prá mim, não tente
Você não sabe e não entende.
....
Por PSEUDOS às [9:56 PM]
Não Abstenções:
Lá estava ela, no mesmo lugar, no mesmo lugar que ela freqüentava por meses e não ia fazia meses. Após dias monótonos, tudo parece voltar ao normal. E a noite, a noite ia ser longa.
O corpo dela jazia em um chão úmido, ela estava sentada na guia de uma rua movimentada com alguns dos seus. A espera da hora, a espera da noite, apesar de ser noite ainda era dia.
Vestida em uma roupa velha, com uma meia rasgada, com a blusa que um dia fora preta, mas quando o escuro é escuro, o cinza vira preto, a cor vira negra e as pessoas viram.......as pessoas viram.
Ela estava lá à espera da dopamina, do torpor, do esquecimento, do regresso do passado sujo.
....Quem sabe um tequila, o absinto já está muito caro por aqui......
Um tequila, um pouco de gin e mais um pouco de gin; alguns goles de uma cerveja e mais uma cerveja. Gin com Tonica. Já não resta mais dinheiro para mais tequila. Dia impuro, noite longa.
Alguns eles que são elas, nada delas que são elas, algum deles que é ele e ela era dela. E quando ela, fomos nos. Fomos nos, somos nos, não há nada que me faça mudar de mim.
As horas passaram lentamente, varias elas eram ela; mas ela, ela era.
Torpor leve, noite longa, noite pingante, chuvante, cansante, dopante. Confortavelmente anestesiada.
....Amor o tempo acabou, mas o inverno ainda não chegou....
Ela sabia que meia noite era hora de correr, meia noite, meio chovendo, meio desespero, meio que meio.
A escada do metro não falou comigo e ele não estava lá.
......
A principio o medo da pele alva e das lustrosas cabeças lá presente. Dentre os quais um olhava pra ela com cara de fome. E ela não retribuía o olhar, apenas ficava no canto dela com cara de medo. Centro, madrugada, sem condução, sem condições.
E por mais uma vez, era tão tarde que chegava a ser cedo, o metro havia fechado fazia hora.
O dinheiro era curto, a casa estava vazia e a noite prometia que ia ser longa.
....Quanto mais eu olho o cardápio, mais eu acredito que eu não tenho dinheiro, ...moço, quanto é o absinto nacional? Oito?......Parar pra recontar a grana, não, não é possível.....Eu não gosto de pinga, eu não quero pinga........O dinheiro é curto, a noite promete ser longa e vazia.......
Me vê um bombeirinho.
A media que o gelo derretia a bebida enfraquecia......
Vou jogar a porra do gelo fora.....
A lua mortal, as luzes do minhocão, amarelas, densas, invadiam o ambiente escuro.
Estava vazio, a bebida cor de gelatina de morango começava a subir. E a mente dela à embaralhar.
Até que uma hora. Salvaram a noite e a musica mostrou-se boa.
O liquido vermelho começou a baixar. E vários cigarros eram queimados entre os dedos dela, mas dessa vez ela os fumava. Aspirava a fumaça e a soltava no ar quente, abafado do lugar. E todas as trevas se transformaram em luz. O que dantes era amargo ficou doce, o que antes era pinga virou água.
O lugar fechou, o metro não abriu, andar para andar, andar para passar o tempo. Andar até o metro abrir. Na padaria não havia pão, mas era bela a noite na Sta. Cecília. Pedir pão velho ao padeiro. A grana curta, depois da noite longa. A felicidade do pão velho que enganava o estomago.
E a noite acabou, em uma rua deserta perto da Julio Prestes. Quando o sol dava sinais de vida. E no exato momento ela entrou no metro.
Mas quando nós fomos nós, quando a noite era só nossa. A noite também já foi minha.
Hoje o dia não está mais quente por demasia.
Por PSEUDOS às [7:04 PM]
Não Abstenções:
Seres nojentos que ficam escondidos em algum canto escuro. Um canto escuro do meu quarto e esperam a madrugada chegar para poder levar pedaços de comida, livros e discos ao ralo.
A noite estava quente, a vida estava morna à espera de algo mais interessante a fazer. E eu, eu estava com sono, vontade de dormir e de me dopar. Já era tão tarde que chegava a ser cedo. Enquanto eu confeccionava mais um dos meus braceletes, ele apareceu. Apareceu dentro de toda aquela imundice e solidão ao qual eu chamo de vida. E eu não sabia o que fazer, estava atônita; o sono já estava chegando e o rato estava escondido em algum lugar de minha vida. Esses seres nojentinhos que querem se aproveitar de nós. Esses ratos, todos estes ratos; mundo impuro, quarto impuro, vida impura.
Dispus uma parte do meu tempo, meu tempo de sono, para caçar aquele ser nojento que me apavora. Mas ele, ele não fez o favor de aparecer. Acabei por desistir e me mudar por causa de seres nojentos e mesquinhos eu pouco a pouco sufocam a minha vida. Eu cansei, e se me perguntarem aonde está o rato, eu ainda respondo, ele está lá no meu quarto, dormindo, esperando a noite chegar e a casa dormir. Para que por mais uma vez ele ponha as mãos ou patas, tanto faz o nome, no que nunca pertenceu a ele. Apenas tira pedaços de mim, pedaços dos meus e traz toda a podridão à tona, junto ao seu corpo, juntos aos seus ganidos desesperados de dor, após dias sangrentos de podridão junto aos esgotos.
Não Annia, você nunca irá conseguir tirar toda a podridão do mundo.
Eu odeio ratos, eu odeio ratos, eu os odeio.
Por PSEUDOS às [1:15 PM]
Não Abstenções:
O quarto dela estava cheio de fumaça, a fumaça do cigarro que queimava em meio dos dedos dela enquanto ela observava a luz estática, no teto, dentro de uma redoma de vidro; e ela sentia que esta também a estava observando. Ela também se sentia numa redoma de vidro chamada casa.
Fumaça que se misturava ao cheiro de um incenso barato que ela estava queimando para esconder o odor enjoativo de tabaco queimado. Tudo a fazia lembrar dos velhos tempos, dos velhos amigos, dos velhos amores.
Tudo a trazia de volta ao passado estático do dia que choveu granizo. Dia triste, árduo e salvador.
Ela estava cansada de tudo, acima de tudo dela mesma. Os dias quentes, sonantes; as longas tardes em que ela passou com ela mesmo. Sim ela estava cansada de tudo aquilo, de tudo aquilo que a fazia sentir mal. Ela queria a antiga mascara de volta, queria as antigas pessoas de volta, queria pelo menos por mais uma vez a liberdade forjada dela.
Não minha cara, não a nada a fazer. Annia, tua vida sempre será uma bosta mesmo, você nunca deixará de existir. Apesar da Clarissa tentar esconder toda a podridão com mais podres, mais corpos, mais pessoas, mais salivas salobras salivas.
.....
-Não minha cara, você não presta, você é uma puta, uma viada, eu não darei ouvidos a uma promiscua que diz que eu estou na merda.
-Eu sou seu oposto, o outro lado da balança que sustenta a dona desta mente desconfigurada, senão ela morre; morre porque você existe.
-Eu existo, eu estou aqui, eu sou uma parasita que usa um corpo, eu a derrubo; eu a fazia beber e agora eu a faço delirar com devaneios passados. Você é uma puta. Você não presta. Ninguém merece a tua presença, você pisa nos outros por diversão, você é uma inútil freqüentadora de baladas aonde os freqüentadores são tão promíscuos e viados quanto você. Eu estou aqui porque ela existe, você está aqui para enche-la de futilidades e para ela tentar fazer ela esquecer de mim, mas isto você nunca vai conseguir. Eu cheguei aqui primeiro. Foi ele que me criou, somente ele me tirará deste corpo.
-Então alma besta e lamentadora; fique você com uma parte do corpo dela, continue se lamentando de toda merda que ela e eu já fizemos. Fique ai e não me atrapalhe na minha parte, eu posso ser uma viada, uma puta; mas pelo menos eu não fico choramingando pelos cantos e cuido da minha vida, eu sei me cuidar.
....
Ela estava cansada de tudo e sem coragem de por um fim na vida, um fim em toda esta discussão.
O dia está quente, a pressão está baixa. Eu quero dormir, ela quer se cortar e aquela puta parada ali no canto, ela quer voltar ao antro de perdição aonde ela se achou ou aonde eu achei ela; a ordem dos fatores não me importa. Acredito cada vez mais de quem está na merda sou eu.
Eu sou uma impura, uma libertina.
E você nunca viu toda a solidão em mim.
Por PSEUDOS às [11:05 PM]
Não Abstenções:
Eu odeio o mundo e seus devaneios, eu odeio isto, eu me odeio.
Eu to cansada de tudo, de todos. Do sarcasmo desta vida.
Não tenho nada a dizer.....já estou cansada de falar e não ser ouvida.

Por PSEUDOS às [9:14 PM]
Não Abstenções:
Está calor, minha pressão está baixa, minha casa está monótona e minha vida fria.
Eu me lembro do texto que eu escrevi no fim do ano passado, uma previsão nada boa que não se concretizou, por sorte ou azar. Não sei se é melhor sofrer e viver, do que viver no morno.
Eu sinto saudade não do que um dia eu fui, mas sinto saudade do povo passageiro que me fazia companhia, e que me fez esquecer dele, deles, e de todos os desgostos da minha vida.
Um dia me disseram que depois de tanto pisem em cima de mim eu comecei a pisar nos outros, mas eu não concordo. Eu só piso em cima de quem pede pra ser pisado.
Estranho, eu sei; vida ilusória, eu sinto.
E o que eu acho mais estúpido são os textos que eu escrevo. Mas o costume mata.
Não, a Annia ou quem quer que ela seja já não resiste tanto no meu ser, eu devo ter matado ela, pois eu não deixei ela me matar. Eu só continuo aqui após mais de um ano porque eu gosto de escrever, e este é o único lugar que eu sei que alguém vai ler eles.
E o que eu quero para o ano que vem? Eu quero que o ano que vem continue igual a este, sem álcool, sem drogas, sem nada. Talvez até sem o cigarro, que foi minha companhia nos dias mais frios. Eu quero poder acordar e poder seguir o rumo do dia acordada, lúcida. Eu quero dar um pouco mais de valor para os estudos. Eu queria poder jogar um pouco dos meus podres no lixo e esquecer que um dia eles existiram.
Também não garanto que eu vou continuar colocando textos aqui, pois eu já estou perdendo a paciencia.
Placebo .. 20th century boy
Por PSEUDOS às [11:46 AM]
Não Abstenções:
Os dias estão estranhos, quentes, monótonos, sonantes. As noites estão apáticas, insones, e sem vodka.
A escada do metro falou comigo e eu não respondi. Estou ligeiramente paranóica, por culpa de quem? Nem eu sei, nem bem sei o que saber, nem sei o que devo fazer.
Eu ouvi os passos da sombra, eu ouvi o assobio que nunca muda, eu ouvi o dia me acordar e dizer que eu deveria me levantar. Levantar para que?
.....................
Eu não sei o que dizer, de qualquer forma você não se importa; eu não posso mais me importar, já cansei de tudo isso.
.....................
Loucura, paranóia; medo de lustrosas cabeças, alvas ao brilho do sol, que caminham gigante, com sapatos militares, maças em mãos, porretes; chegando os socos e chutes.
O meu gato já dormiu e eu continuo aqui a pensar sobre a sujeira que restou; nele e no mundo.

Por PSEUDOS às [2:13 PM]
Não Abstenções:
Ela estava sentada na escada que se mostrava fria, escada fria, num dia frio; a espera de uma noite, uma noite que parecia ser quente, nervosa, nociva, morta. A loucura sempre invadia a mente dela, a loucura sempre a atormentava; loucura, o que ela poderia chamar de loucura?
As horas passavam ela continuava lá a esperar pela noite, esperar a noite, aquela noite. O cigarro queimava só, preso às pontas dos dedos dela. E ela lembrava da vodka que cozinhara em cima do guarda roupa dela, do guarda roupa que estava distante.
Aonde ela estava, aonde é que ela foi parar, porque, porque tão cedo, por a vodka, porque a coca. Porque ela não escutou as pessoas, porque ela não tinha desistido antes? Porque tudo tinha chegado às ultimas conseqüências? O estomago dela corroia por causa do conhaque que o cara da padaria havia pagado para ela. Era fácil consegui bebida, qualquer que fosse, o difícil era conseguir a vida, a vida que ela havia perdido, a saúde que haviam lhe roubado, o nariz semi-corroído pela alegria passageira. Fazer o que, a vida nunca foi justa pra ninguém mesmo.
Ela estava a pensar na angustia, na podridão, nos dias em que ela caia à noite nas ruelas, escadarias, poças; ela caia por não agüentar o acido, não agüentar o álcool; não agüentar a si própria.
Tudo começou em uma escada qualquer, um cigarro qualquer, um porre qualquer e está acabando no fim, no fim que todos imaginam, na decadência, na morte.
Ela continuava estática, sentada; acendia mais um cigarro que ia queimar quase só, poucos tragos, poucas palavras com o vento; e muita confusão, muita angustia.
Ela continuava estática esperando pela noite, a noite, aquela noite. Esperando o dia passar e a vida correr. Ela continuava sentada na lama, sentada na fossa, sem mais lutar contra a morte, sem mais lutar pela própria vida. Ela continuava sentada esperando a noite chegar, com o nariz sendo corroído pela coca, com o estomago embrulhado pelo álcool, com o cigarro queimando, só, entre os dedos. Ela continuava sentada esperando alguém olhar para baixo, vê-la estática e a tirar de meio aos detritos de vida que à pertencia.

Por PSEUDOS às [2:06 PM]
Não Abstenções:
Por vezes, para ser mais exata sempre; me perco de mim mesma. Aonde quer que eu esteja, com quem for que eu esteja; sempre existem os dias úmidos, noites lentas, manhãs cinzas e o gosto do passado cozinhando na boca. As salivas salobras, os lábios, os dentes, os olhos.Todos aqueles olhares que roubaram pedaços de minha alma que nunca foram devolvidos. Todas as minha idéias mortas, todos os meus amores mortos, toda a minha vida..........
É estranho quando eu sinto que o mundo não é mais um lugar para mim. Eu que sempre fico remoendo males distantes. Eu e a escada cinza, eu e as varias escadas cinzas em manhãs de igual cor. Eu e a escada cinza sem a mente nem a vida. O que me resta é uma fria escada cinza em um ambiente de concreto cinza. Manhã impura, corpo sujo, mente impura. Estou afogando-me mais e mais.

Por PSEUDOS às [4:49 PM]
Não Abstenções:
Loucura, como eu poderia explicar.
O dia está frio, a vida está morna; mas alguns dias estão com um calor sufocante. Como eu poderia explicar está angustia que nunca passa? Agora que estou só, não estou mais só e é agora que eu estou livre me sinto presa.
Sim infelizmente sinto-me presa, vida insana que insiste em me confundir.
As horas passam lentas e o sono não é o suficiente para me fazer dormir.
Feridas assépticas feitas na pele.
Eu sou uma impura, uma libertina, a libertinagem me mata, acaba com meus sonhos da mesma forma que deforma a minha pele; estou louca e suja, esperando a chuva passar. Estou louca por não conseguir deixar de ser quem eu sou e ter que fazer isso.
Estou suja de sangue e lama, tenho que tomar cuidado e aprender a perder.
Me entenda, eu nunca aprendi a perder e eu continuo caindo.
Sem você eu não sou nada.
"Assim como o instinto guia o cego
Eu sei que sou egoísta e cruel
Sempre encontro um amor dependente
Alguém para machucar e deixar para trás
Completamente sozinho no espaço e tempo
Não há nada aqui, mas o que existe é tudo meu
Alguma coisa emprestada, outras tristes."
Por PSEUDOS às [12:18 PM]
Não Abstenções:
Dias inertes e duvidas, digamos, constantes. Será que eu sobrevivo agora, meu caro, que já tenho os cacos do espelho?
O sonho foi estranho, a noite foi estranha, o ar morno pairava sobre meu quarto. Esse calor mata a minha mente, queima a minha pele, abaixa minha pressão me faz pestanejar; me faz dormir mais e mais, me faz sonhar com estranhezas, me faz sonhar com você e mais algumas gramas. Como é que eu poderia explicar este sonho estúpido?
Imagens quebradas, lembranças quebradas, banhadas de absinto e coca. Meu sonho, estúpido sonho. Meu caro sonho descontinuo, meu caro sonho que, que nem bem eu sei, que nem bem eu lembro.
Consegue entender o que sonhar com o vazio, tem aminezia durante o sonho, ou ao menos desmaiar no sonho. Saber o que tudo isso significa, meu caro sonho. Você consegue entender?
Estou perdida como sempre, eu e o sonho.
(Perdida........Sem tabaco, sem tempo, sem vodka, sem libertinagem, sem dinheiro, sem loca, sem saco, sem mulher..........) Comentario inutil. E ponto final.
Por PSEUDOS às [5:24 PM]
Não Abstenções:
É complicado ver o passar dos dias sem ter certeza de nada. É complicado ver-te e não saber o que fazer, eu realmente gostaria de poder me acalmar ou me afogar na maré de pesadelos passados, eu gostaria de poder esquecer de tudo e começar tudo do zero, mas o tempo está passando e os dias estão frios; frios e chuvosos assim como a minha vida. As nossas vidas monótonas, mórbidas na ausência de vinho, na ausência de vodka e na tentativa insana de não mais fumar.
Eu queria embebedar-me para tentar ser feliz, eu queria me afogar, me queimar e me cortar para esquecer de tudo, mas descobriram os cortes, assim como a minha morte forçada; acabaram com todas as minhas armas; e a liberdade nunca foi conseguida, a vida nunca foi justa.
Não mais suporto o meio o qual convivo, não mais suporto todos os quais dizem ser meus amigos, não suporto mais a presença de alguns que tanto amei, não posso mais suportar a minha presença, estou tendo de me esconder de mim pela repulsa que eu criei, estou tendo que fugir de mim pelo ódio que me submeti.
Quer saber de uma, Annia, eu não te suporto, eu te odeio sua desistente nata, eu odeio a você assim como eu me odeio, não tenho o que fazer, se eu te matar eu morro, se eu me matar você morre. Para onde eu posso fugir nestas horas de ausência de auto controle e vontade de auto flagelação? Como eu poderia fugir de mim mesma, se você ainda me prende neste insano mundo? Como eu poderia fugir de mim mesma, se eu sei que se eu fugir você também some?
O que eu posso fazer meu caro? Eu não posso entender-me, e você também nunca poderá.
Por PSEUDOS às [10:33 PM]
Não Abstenções:
Eu queria estar naquela casa que pegou fogo para ser queimada junto a todas as minha angustias; eu queria estar lá e não ter mais medo da vida. Mas o que fazer, esta é a minha vida, esta é minha casa. Caindo e afundando, chamando de vida a semi-vida e indo para casa.
Eu caindo e afundando, eu aqui perdida em busca dos teus olhos castanhos e do fim da chuva, estou estática procurando um motivo, algum motivo estúpido, para nem bem eu sei o que.
Cada vez mais eu me afogo num mar de idéias e sensações e angustias distintas; cada vez mais um emaranhado de emoções, cada vez mais sozinha apesar de por vezes você estar por perto.
Perder-me-ei......
Afogar-me-ei......
Aonde está o porquinho?
Por PSEUDOS às [8:14 PM]
Não Abstenções:
Só por favor não me deixe afogar de novo, eu não quero morrer mais uma vez, eu não terei forças para ressurgir novamente. Eu já estou tão fraca.
O dia está frio, os dias estão frios, a garoa fina cai sobre o meu rosto que já está meio acabado; o cigarro anda a passar por tempos demais em meus dedos e adentram em meu pulmão que já não é mais o mesmo, a nicotina me acalma, me faz sentir leve, aonde está você agora que todas as luzes se apagaram? Aonde estou eu, agora que eu apaguei todas as luzes?
Me perdi; na realidade eu nunca me encontrei, aonde eu estou agora? Qual é o caminho de casa? Será que eu quero voltar para casa?
Por favor não me deixe afogar por mais uma vez, eu não quero naufragar de novo, eu não posso.......
Acorde Annia, Acorde Annia........
Por PSEUDOS às [9:51 PM]
Não Abstenções:
O por quê que logo hoje todos olham para minha cara com sorrisos falsos me desejando felicidade. Eu estou cansada de todos vocês meus caros que tanto desagrado, estou cansada de tudo o que me lembra que eu ainda estou vida, estou cansada de tudo, de todos. Cansada da vida pela vida, do doce néctar do vinho, do ardido da vodka, da minha monótona vida e de ter que esperar o amanhã chegar e torcer para que tudo de certo; eu quero ir, não sei para onde, para nunca mais voltar.
Tudo queimando, o meu esôfago queimando a alta presença de fluidos estomacais.
Queimar queimando queimado.
Eu achei um feto morto num pote, eu achei um aborto em um pote, eu achei uma foto, achei uma foto linda, uma foto linda que me lembra de tudo e de o quanto o mundo é podre. Eu achei a foto, eu achei a minha foto, eu achei tudo o que eu tinha perdido na barra, eu achei o fim do parapapapara, a droga está sumindo, o mickey está saindo e o feto está dormindo; o aborto dorme calmamente enquanto os dias e anos passam; o feto dorme em um pote de vidro junto a inocência que jamais será perdida, apesar do mundo, de todos, do fim da vida, ele continuará lá preservado do mundo, da maldade e de todos. O aborto, o feto morto, encontrou a felicidade e ninguém ainda percebeu.
Esta foto foi tirada no alto do banespa, centro de São paulo, em um dia nublado, o vento estava forte, o dia estava frio, a vida estava boa naquele dia.
Por PSEUDOS às [9:42 PM]
Não Abstenções:
Eu olho o teto que me olha com desprezo; minha sanidade, aonde é que eu a deixei?
Apenas saia, para que eu não me torne dependente de você. Pela perda de sanidade.
Estou caminhando para um fim próximo, sem as rosas vermelhas; eu perdi o controle.
Estou estranha; eu sei, o que eu posso fazer com este ser demente que não sabe o que fazer. Eu fujo das pessoas pela falha tentativa de fugir de mim mesma. Eu estou presa, encarcerada em uma velha casa que só me traz más lembranças, o que eu posso fazer?
O dia passou se vazio e nada me faz apagar a velha idéia que martela na minha mente e que já esta fazendo minha cabeça doer.
Caros amigos, a fossa é funda e a morte é lenta. O que eu posso fazer com esta lucidez que me sufoca. Eu estou procurando outra saída, algum lugar mais calmo, aonde eu possa ser eu mesma; eu não posso suportar esconder tudo e ter que levar a mente em frente, eu estou perdendo o controle, o controle que eu nunca tive.
Dane-se o mundo exterior, danem-se todos vocês que me fazem sofrer. Eu estou só neste mundo de trevas, eu não posso mais suportar mais um dia comigo mesma, eu prefiro ficar só. Sem opiniões nem criticas, sem ódio nem amor.
Vou ver até quando vocês me suportam. Vou ver até quando vocês suportam a minha realidade frustrante. Vou ver até quando vocês ainda terão coragem de olhar a minha cara.

Por PSEUDOS às [9:20 PM]
Não Abstenções:
Eu realmente queria poder ser diferente mas, meu amor, a vida é assim, é a depressão voltando a invadir os meus poros. É a vontade de não fazer nada adentrar pelas minhas veias. É rir para esconder o choro, o choro para esquecer das marcas, mais marcas para esquecer da vida.
Desculpe-me se eu te magoei, eu gostaria de aprender a perdoar a mim mesma. Sempre remoendo as dores passadas, sempre a mesma coisa.
Eu quero que amanhã seja diferente, eu quero que amanhã seja diferente, eu quero poder olhar na tua cara e dizer bom dia.
Eu estou cansada, cansada de tudo e de mim, estou cansada por ainda estar aqui, neste velho mundo, nesta velha escola suja, neste meu mundo particular. E você ainda esta ai, olhando de cima e me vendo afogar.
Eu preciso voar, eu preciso de vodka, eu preciso de fumar, eu preciso de mim, as vezes eu faço falta.
E o que eu vou fazer agora que todas as luzes se apagaram?
......I remember the day.......
Quem não tem nada, não tem nada a perder.
Por PSEUDOS às [5:20 PM]
Não Abstenções:
Eu me perdi no momento em que achava que estava encontrando a saída, o quarto escuro sem portas e sem alma, o dialogo de eu mesma. Pequeno monologo triste. Cadê a minha consciência, aonde que eu posso encontrar a minha alma?
Eu queria poder ver o dia com outros olhos, eu queria ao menos ver o dia sem estar escondida, escondida em meio à multidão. Só, somente eu e minhas marcas e cicatrizes, o gilete carregado na carteira, no meu pescoço, na minha mala e o profundo desejo de despencar, despencar, cair.
Aonde esta você agora que toda a escuridão se voltou contra mim?
Girando e caindo, aquele gira-gira me deixou tonta até hoje.
Preciso sair para esquecer, me lembrar da época que eu passava os dias trancada em meu quarto olhando o teto que me olhava com desprezo. Será que eu sobrevivo a isto? Será que eu chego aos 18? Será que você ainda está ai, esperando eu poder sair? Como será que eu sobreviverei amanhã?
Estou próxima a cometer uma loucura, estou próxima de esquecer dos pudores, estou próxima da porta de saída, ou no inicio do labirinto.
Estão virando o meu pote.

Por PSEUDOS às [5:00 PM]
Não Abstenções:
Num açougue, um açougue. Sangue, hemoglobina, leucócitos, plaquetas. Tudo quebrado como o espelho, tudo colado como um espelho remendado, torto, turvo, imundo. Loucura, insanidade, confusão, caos. Miojo.
Eu não sei, eu nunca soube, agora deixo de saber mais ainda. Eu vou ficar louca, as plumas azuis não saem de minha mente, está tudo queimando em ponto de fusão como um isqueiro em formato de fósforo, os malabares dançando no ar como cobras, o nariz quebrado assim como o olho roxo. A felicidade pela desgraça; o ódio que deseja compulsivamente por mais sangue. O porrete que jaz em minha mala e o medo de ter de usa-lo. Estou confusa, eu sei, assim como eu sempre fui, mas agora pior, que tem suco grátis no largo da concórdia.
As lojas caustrofobicas embaixo da ponte, o amigo de preto preso no escuro e mais confuso que eu. A blusa roxa de sopa de letrinhas que somem. Tudo junto e separado ao mesmo tempo. Os sentimentos aparecem e somem de uma só vez, o não saber o que querer apesar de ter o que querer, a comida barata que faz meu estomago doer. Hoje tem limão a vontade. Hoje sua vida é controlada. Die luege. Haus der luege.
Apenas o caos, o medo e o taco. O caos, o medo e a fúria. O caos, o medo e a prisão.
Eu preciso de quebrar as regras.
Morte, morte, morte em vida; não tenho as plumas azuis, não tenho os óculos, não tenho o corpo. Eu queria aquela alma, aquela alma alegre. Não tenho suco grátis todo dia no Ipiranga e nem posso tomar sopa de letrinhas. O nariz do menino está sangrando, mas o dia está bonito, quem sabe eu posso ver mais danças. Quem sabe o dono do punho suma, quem sabe o que ele está fazendo agora? Eu quero todo mundo bem perto de mim e bem longe de meu coração.
No dia, na barra, na loucura, nos olhos.....parapapapara. O mickey nunca se esquece. Imagens; a viagem, a libélula refletida nas costas imaginarias, o nariz com enfeite no septo, assim como porco, assim como o porquinho que eu vi voando, meu querido poquinho, rosa, voando sobre a cidade de papel, poquinho, vários poquinhos, poquinho voando em vários lugares e por ultimo poquinho morto; até os porcos morrem. Minha cara Adelaide, minha cerâmica favorita.
.......I wish you were here, I wish I be there.......
.....jackie is left on a cold dark night, telling me lies.....
.......tweeny century boy, I wanna be your toy......
Turvo, turvo, turvo, os bebes mortos em potes de vidro, o pulmão de um fumante e o fumo. Eu queria aquele menor de chaveiro. Pena que não tinha patologias e os corpos eram bonecos.
O óculos dele turvara a minha visão.
Aquele dado estava me derretendo. Kiwis também flutuam.
Eu sou um feto fétido e morto trancado num pote de vidro, como eu posso me sentir neste momento? Isto não me machuca? Você pode sentir como eu me sinto?
Estão virando o meu pote.
Por PSEUDOS às [11:44 AM]
Não Abstenções:
Não precisa chorar com todas estas verdades que se formam diante de teu rosto. Apenas acorde, acorde para mais um dia de vida.
Eu já te disse e você sabe que precisas sair de vez desta fossa, você estava conseguindo, mas algo em você sempre te empurra para o fundo. Animo menina, nem sempre a vida é bela, nem sempre o dia é belo, nem sempre há luz nos dias. Corra para uma outra saída, esqueça o passado e mate os que lhe fizeram mal; voe para outros oceanos, em marés mais calmas desta vez, voe para longe desta enchente, antes que você se afogue.
Eu sei que isto é difícil, eu também já passei por isso, todos passam por alguma fase difícil na vida. Muitos sobrevivem, alguns morrem, alguns morrem em busca da morte. E pelo o que eu percebo, se não se cuidar você será apenas mais uma nas estatísticas.
Animo, me escute, tente entender, se você não se levantar você irá passar mais um dia na lama. Agora levante desta cama, estou cansada de tentar te fazer acordar trancada do lado de fora da tua alma.
Acorde, acorde, acorde para quem sabe a vida. Carpe diem minha querida, viva o dia antes que ele te mate.
Você está me escutando? Ou ainda está sentada na cama, no escuro, chorando por magoas passadas?
Acorde, acorde ou eu terei de forçar esta porta até ela abrir. O sol já está subindo, o dia já está chegando. Sua vida trancada nestas trevas não pode nem ver a luz do sol. Hoje o dia não está tão frio, hoje o dia não está tão turvo, hoje o dia não está com tanta neblina.
Acorde, acorde, a minha obrigação é apenas te acordar para um novo dia.
Você está triste, eu sei, mas isto não lhe dá o direito de morrer aos poucos trancada neste quarto sem luz há meses.
Acorde, acorde, acorde.
(...)
(...)
Quer saber? Eu desisto, você acorda se quiser, sua alma nojenta. Eu, sua consciência vou embora, encontrar uma nova alma, que almeje apenas um pouco de vida.
Quero que afogues nesta lama nojenta.
A alma já estava morta, a consciência se foi.
Por PSEUDOS às [9:27 PM]
Não Abstenções:
O meu caro passado distante sinto tanto a tua falta, mas eu sei que jamais poderá voltar, jamais será o mesmo. Como eu gostaria poder mudar algumas coisas, mas o mundo é este, meu mundo é este e não há nada o que eu possa fazer além de lavar a cara a cada amanhecer e viver mais um dia igual a vários outros.
A semana foi fossante, mas depois de tudo, depois de todos, depois de tantos cigarros, de tantas tragadas, de tantos sustos, tantos vícios e tantas decepções; apesar do medo do que há por vir e da aparente falta dele. Fazer o que, é a vida. É a vida, sem vodka.
Meu podre ser ficou sobreo apesar de tudo. Apesar do medo e das dores eu continuo aqui, e até que não estou tão mal.
Passando por testes, eu diria, tentando ver até quando eu e meu corpo agüentam.
Lavar a cara da semana suja, acordar para o dia que ainda não acabou e tentar ser feliz. Fumei até eu ficar tonta, fumei até não conseguir mais sentir o cheiro da fumaça, fumei para tentar me manter calma apesar das varias diversidades.
Estou passando por testes, eu acho.
É o caos.
Eu não sei o que eu quero, eu não sei a quem eu quero, eu não sei em quem confiar.
Estou ficando louca, e mais confusa.
Alguém poderia me dar um cigarro?
Por PSEUDOS às [10:16 PM]
Não Abstenções:
Por vezes eu estou sentindo saudade de meu passado louco, mas a vida nunca é a mesma, e nunca vai voltar. Meu amor morto, meu ser semi-vivo.
Eu queria sair, mas sair pra onde.....como eu poderia sair se ainda sou nova o bastante para viver presa?
Está tudo voltando à mesma normalidade de sempre. Aula novamente; estou vazia e não tenho nada de interessante a acrescentar. Somente o meu cérebro que sofre constantes oscilações; mas não é entre a felicidade e a tristeza, é sobre algo muito maior, que poderá alterar totalmente a minha vida, ou não. Mas não importo, deixo estar, que a vida descida. Já estou cansada de tentar escolher o que é certo e errado, o que eu quero ou não, seja o que for, seja como quiser ser.

Por PSEUDOS às [11:24 PM]
Não Abstenções:
Outro dia fui indagado por um amigo indignado que me perguntou porque escrevo. Porque eu passava horas e horas do meu dia olhando para o nada, segurando uma caneta em uma mão e um bloco de papel em outra? Porque eu me angustiava cada vez mais ao ler e reler os meus escritos? Porque rasgava folha e mais folhas de papel todos os dias?
Amigo -respondi- primeiramente: Escrevo por um motivo único. Não perco tempo e mais tempo escrevendo aleatoriamente, sem uma razão ou propósito. Escrevo para extravasar o que sinto todos os dias: Uma imensa dor no peito. Aliás, seria incorreto se eu chamasse isso de dor. Sinto uma angústia que toma conta de mim mais e mais. E para essa angústia não me matar ou me
levar a procurá-la é que eu escrevo.
Tenho necessidade de escrever para me livrar de lembranças que me atormentam. Lembranças boas e más, longas e curtas, antigas e recentes, mas que se referem sempre a mesma pessoa. A ela que entrou na minha vida sem se que ser convidada, virou ela de cabeça para baixo e decidiu sair sem se despedir.
O tempo que olho para o nada é para buscar inspiração. Às vezes, tento reorganizar minha vida -que ainda está uma bagunça- para ver se consigo escrever, então. Às vezes consigo escrever uma ou outra coisa, porém, o mais comum é o texto desandar e eu cansar de esperar a inspiração.
A angústia maior ao ler e reler, vem das lembranças que vem a minha mente -todas de uma vez- o que torna mais difícil a composição do texto. Mas garanto, meu amigo, que eu não perco tanto tempo por dia escrevendo do que me recompondo dos efeitos provocados pelo álcool no meu corpo.
Bebo. Bebo sim. Bebo cada vez mais. E o álcool já não parece mais me confortar tanto quanto antes. Já não me sinto mais anestesiado como d´antes, então bebo cada vez mais, para tentar esquecer. E, não me sinto à vontade para escrever entorpecido. Talvez porque eu não consiga raciocinar direito, talvez porque não consiga segurar a caneta...
Meu fígado parece estar cada vez mais deteriorado, mas eu nem ligo mais para ele e para nada, mesmo porque, meu coração foi deteriorado a muito tempo.
Em suma, amigo, escrevo para me libertar da dor que me assola dia a dia e para também me manter vivo.
E nada mais.
Gustav Alfons Schröedter
26/07/2004
Por PSEUDOS às [5:11 PM]
Não Abstenções:
Estou fugindo da minha mente há uns dias e tentando não pensar em quem me jogou por mais uma vez nesta fossa. Nesta fossa que estou tentando fugir a meses, mas a lembrança mata-me à inércia de meu ser.
A vida é triste, os dias são cinzentos e não há nada a fazer além de esconder os pulsos e tentar me esconder de minha alma; alma perversa e triste, que sempre insiste em me mostrar que o lugar dela é a morte e não a vida.
Perdida na escuridão, eu sei, também sei que fazem anos que eu não saio dela, há anos que eu me sinto mal, não há nada a fazer além de tentar viver o presente e esquecer do passado.
Eu tive que segurar as lagrimas, segurar as lagrimas pois eu sei que se eu chorasse eu estaria chorando até o momento atual. Eu estou cansada de chorar, contemplar o teto e ver o sangue escorrer, meus pulsos estão marcados por demasia, se eu marca-los mais, não haverá mais como esconde-los.
Estou a espera por dias melhores e menos escuros, o tempo parece que vai melhorar se eu conseguir apagar o passado. Eu tenho que conseguir esquecer, eu preciso.
Eu espero poder continuar vivendo sem a sombra deste passado, continuar vivendo sem ter a neblina que me cega e não ter mais medo de amar.
Eu preciso apagar o meu passado antes que ele me apague.

Por PSEUDOS às [6:48 PM]
Não Abstenções:
Meu caro, eu já te disse que eu nunca confio em ninguém; infelizmente isto me mata, mata a minha alma, corrompe a minha pele. Há uma ausência de confiança por tudo e todos, nada é real, nada é real. Eu sempre vivi uma ilusão e é provável que agora seja apenas mais uma.
Os dias passam silenciosos, o álcool já não mais turva os meus sentidos, não há mais razões para embebedar-me, eu sei; sei que depois da felicidade aparente toda a tristeza voltará, voltará como nunca antes.
Acordar para ver o dia passar, acordar para ver o dia passar, acordar para esperar a morte chegar, acordar para fazer a morte chegar.
Por mais que eu tente, eu não consigo gostar da vida; eu te amo meu caro, mas isso não me impede de eu me matar, não me impede de pelo menos eu tentar morrer.
Admito, admito que não quero mais acordar amanhã, eu não quero continuar aqui fazendo as mesmas coisas de sempre, eu queria ter forças para mudar tudo o que está me matando, mas eu não tenho.
O meu mundo é este, eu estou só nele, eu gostaria que você estivesse aqui, mas eu sei que mesmo que você estivesse, a minha fossa continuaria a mesma; e por mais uma vez, nada iria mudar.
Não há nada para fazer, apenas corromper a carne e chorar.
Apenas desculpe-me por tomar determinadas atitudes que ninguém entende.

Por PSEUDOS às [7:58 PM]
Não Abstenções:
Enlouquecendo, as palavras que desaparecem a toda e qualquer hora, e a indefinição de meus sentimentos, indefinição arrependida que mata. Loucura sentida, endoidecendo, o não saber sobre tudo, o saber tudo sobre o nada, o dualismo de idéias, o tudo que nunca se extingue e o nada absolutamente presente.
Triste estou, admito; mas não entendo o por que de tanta tristeza, o porque de tanta tristeza que dura tanto tempo. Realmente, eu perdi o controle sobre a minha própria vida, não há caminhos a percorrer, nenhum sonho a seguir; o meu amor morto, a minha vida morna, o esperar do passar das horas para que eu possa dormir sem chorar, eu não sou forte; perco o controle, sou uma fraca sem controle nenhum pela própria pessoa.
Que culpa eu tenho e o que fizeram a mim; eu não sei, o passado enlouquece qualquer um; e eu não estou satisfeita com o meu, eu quero ele de volta, mas dessa vez eu não o deixarei partir. Saudades matam e corrompem a carne, mas o que eu posso fazer se a minha coragem fraca não me permite mudar de idéia, sofro de cálidas divagações sobre um passado morto, meu caro, não corro atrás de passados, a não ser que o passado venha ao meu encontro. Divagações impróprias e impossíveis de se ver realizarem, loucura, a única explicação.
Cansei-me, não há explicações.
Devaneios, apenas mais alguns; loucuras, apenas as lembranças das mortas ou as autodestrutivas; vida, apenas a de sempre ou nenhuma. Não sei, não quero mais pensar nisso.
Sem mais ..... (E para que precisaria de mais?)

Por PSEUDOS às [7:09 PM]
Não Abstenções:
É ruim, quando tudo no mundo parece igual, está tudo uma repetição de ontem, nada de diferente neste mundo desigual, a monotonia vivida em todas as cores. Os dias passam sem vida, apáticos, dispersos; dias como todos os outros, as mesmas ações, as mesmas coisas, a mesma semi-vida apodrecida.
Acordar para lavar o meu rosto imundo, lavar a lama da roupa, lavar para tentar limpar a vida. É melhor esquecer tudo e deixar o mundo ir; enquanto minha vida complica-se cada vez mais. O mundo continuará girando e eu ficarei aqui, estática e sem saber para onde ir. Como sempre, perdida num mundo de trevas que eu mesma criei. (Se eu nem sei quem sou e não sei o que eu quero, eu não entendo como eu posso querer saber aonde eu estou.....deixa pra lá)
Por vezes eu fico desta forma, é o caos invadindo meu peito, as aspirações passadas sumiram e eu não quero mais nada, além dos sonhos e da morte.
E tudo, apesar de às vezes eu não ficar mal, volta sempre a esta agonia, a monotonia, os mesmos dias, as mesmas horas. É este o meu passado e meu destino, eu vim da morte e à morte regressarei.
Tudo está sempre tão igual, tão similar, os dias iguais, o tempo igual, a vida igual e tudo sempre nesta fossa.
Já me acostumei a isto, e já cansei-me de sentir-me assim.
Estou enlouquecendo, é sempre assim, está tudo tão igual e eu também sei que eu sempre digo isto.
Devaneios, devaneios, devaneios, apenas isto.

Por PSEUDOS às [9:26 PM]
Não Abstenções:
-Deita aqui perto de mim-
-Tem dias em que tudo está em paz-
-E agora todos os dias são iguais-
.....
Se fosse só sentir saudade
Mas tem sempre algo mais
Seja como for
É uma dor que dói no peito
Pode vir agora que estou sozinha
.....
Porque se explicar se não existe perigo?
.....
-Vai ver que não é nada disso-
-Vai ver que já não sei quem sou-
-Vai ver que nunca fui a mesma-
-A culpa e toda sua e nunca foi-
.....
Mesmo se as estrelas começassem a cair
E a luz queimasse tudo ao redor
-E fosse o fim chegando cedo-
-E você visse -meu- corpo em chamas-
Deixa pra lá
Quando as estrelas começassem a cair
Me diz, me diz pra onde a gente vai fugir?
.....
Pedaços de angra dos reis, com uma pequena auteração.

Por PSEUDOS às [11:09 PM]
Não Abstenções:
Difícil eu estar desta forma, e conseguir pensar na morte sem quere-la para mim, um tanto quanto incomum de minha parte, mas está bom.
Nada de esconder-me do passado ou do futuro incerto, eu tentarei, tentarei, nem que seja pela ultima vez colocar um jeito nas coisas; e tentarei arregaçar as mangas, colocarei os pingos nos ¿is¿.
Tristeza tão exata e inexatamente inconsistente, os devaneios que nunca se acabam e eu sei que nunca se acabarão. Hoje o dia está bonito e eu consegui pensar no que fazia tanto tempo que eu não pensava, a vida está um pouco mais clara, e a morte não esta tão almejada, hoje, realmente eu estou bem, e eu espero que isto continue por mais um bom tempo.
Os devaneios continuarão eu sei, e eu também sei que este bem estar provavelmente será passageiro, mas não custa tentar ser um pouco feliz às vezes, tentar acreditar na felicidade; e tentar amar, procurar por algum valor, procurar por algum motivo, algum motivo para continuar viva. E esquecer da vida de precipícios e tragédias, e por um dia conseguir respirar e dizer, estou feliz por estar viva. Estou tentando limpar-me das lamas fétidas da fossa do sempre, que eu sei, sei que voltarão em breve.
Take-me from this earth.
Just make I believe in the last hope.
Just try to see in the dark
Back change the doors
Mas um dia eu consigo existir. E vou voar pelo caminho mais bonito
MANTENHA-ME VIVA
Por PSEUDOS às [10:29 PM]
Não Abstenções:
Devaneios achados em um caderno, data inexistente.
Vazio profundo despejado em meu peito em calitas aspirações do passado.
O reconhecimento do cheiro,da voz e da mente, entorpeceu meus sentidos assim como a minha razão. O vazio invade-me de uma só vez ao mesmo tempo que meu rosto se enche de lagrimas afiadas como facas.
Entorpeceu do mesmo modo que entorpecia, sentir os cortes e as marcas pulsando mais fortes. A saudade que me corrompia há algum tempo deixou-me e em teu espaço invadiu a falta, a ausência apesar da presença.
Sinto falta de ti meu caro que tanto desagrado. Sinto falta de ti apesar de minha aparente frialdade e desprezo; sinto falta de ti que me fez entrar mais uma vez nesta fossa de caos e magoas.
Mais uma vez nesta decadência, minha boca sedenta por álcool, pela alucinação passageira de felicidade, para que pelo menos por hora estas trevas se extinguam. Eu queria sair desta insana realidade que me corrompe, não posso mais suportar tua falta; e sei que depois de tanta frialdade e desprezo aparente, sei que infelizmente estou só neste caos de magoas passadas.
As lagrimas não cessam e não calam assim como a angustia não me deixa pensar. Insânia a ausência de luzes, loucura inacabada, o riso para abafar o choro, o choro abafado pelo silencio e o riso abafado pelas lagrimas.
A escuridão retornou a tona, neste mundo de caos em vida, a escuridão com todas suas armas. Minha alma presa em um inferno de sentimentos passados.
Angustia apenas isso; o fim das esperanças e das aspirações pela felicidade. O corpo putrefando à ausência de alma, a alma apodrecendo à ausência de ti.
Loucura e caos andando lado a lado e acompanhando a minha pessoa a cada passo dado em falso. Indo em rumo ao caos e ao nada. Buscando ti em todas as coisas, e as lembranças nunca se apagam.
Vida ilusória vida, brincaste comigo, deixaste-me só na escuridão do meio-dia. Maus pulsos semi-podres exigem por mais cortes; vida cara vida, estou só a ausência de uma pessoa que faz real falta, estou só esperando está tempestade passar. Estou só pois ainda te amo.
Just try to see in the dark.
foto encontrada em: http://dosporoesdeumanjogotico.zip.net/
Por PSEUDOS às [10:06 PM]
Não Abstenções:
Explique-me o por que eu ainda te amo, explique-me o porque a sua lembrança ainda está tão viva, explique-me o por que depois de ti, eu nunca mais amei alguém da mesma forma.
Todos os dias quando eu acordo, eu estou tão só, e durante a noite, depois de tudo, todas as lamurias voltam a tona, meu quarto asséptico, totalmente enlameado de sangue seco, fazem cada vez mais eu me afundar numa fossa. As manhãs sem sol, as noites de luas nostálgicas. Como eu gostaria que você não tivesse ido embora tão depressa.
Este sentimento está morto, este sentimento está morto, ou pelo menos deveria estar.
Eu tento te matar todo o dia, a cada novo dia eu te sinto ainda vivo, e apesar de não ver-te há eras, você esta dentro de mim, putrefando-me; matar-te-ei em breve, para que meu sufoco seja amenizado. Você não pode ficar aqui controlando a minha mente, você não pode ficar aqui do jeito que está, eu sei que você não tem culpa de nada, mas eu preciso de te matar, nem que seja dentro de mim.
Este frio continuo sangra, este frio continuo corta, este frio continuo mata.

Por PSEUDOS às [9:50 PM]
Não Abstenções:
Mesmo sem ser, sou e deixo de ser.
O caos abundante está sufocando-me, a loucura continua a fazer minha mente girar, e a dor pela dor corta minha pele até o derramar de gotas, e a carne pela carne já está fazendo meu estomago embrulhar.
Por vezes acostumo-me com a vida. E o costume e o tempo me fazem cansar de viver, tudo fica tão estático que meus olhos apesar de buscarem desesperadamente por uma mudança, alguma luz, não encontram nada além de trevas. Esta monotonia é sufocante, eu estou definhando, já estou apodrecida ao ponto de não conseguir mais escapar de toda está sujeira que me rodeia.
Vida que vida é esta que todos os meus valores foram mortos, vida antagônica, estou vivendo para o sofrimento, ou até eu ter coragem de por um fim a tudo isso. Não que eu não tenha tentado isso hoje, mas é muito difícil conseguir ter coragem de cortar mais fundo (......apenas um pouco mais fundo, um pouco mais fundo........cada vez mais; e cada vez mais me afundando nesta fossa......).
Como uma chuva em um dia de inverno, as trevas começaram a chegar, ela veio calma, deixou aquela nostalgia no ar, e quando percebi, já estava encharcada de magoas e ilusões perdidas, e agora não posso mais suportar este passado insuportável.
Está tudo pálido e asséptico, mas ainda não está morto, ainda me tortura, me tortura por saber aonde está toda a causa dessa minha agonia. E eu não posso mata-lo, e eu não desejo mata-lo.
Cansei, este câncer corrompe minhas entranhas, minha vida está morta desde o dia que eu deixei de acreditar que a felicidade é existente, no dia que eu deixei de acreditar que poderia dar certo, do dia que eu deixei-me de lado e passei a me preocupar mais com você.
E o mundo continua o mesmo, e o teu mundo continua o mesmo, e parece que eu nunca existi.
.....há sangue na ausência de gritos, não há mortos mas existe um ferido........
Estou enlouquecendo......gostaria de dizer-te adeus, e voar, mas algo prende-me aqui, eu não consigo ir embora.
.........
Eu sou um pássaro,
Me trancam na gaiola,
Mas um dia eu consigo existir,
E vou voar pelo caminho mais bonito.
...........
Por PSEUDOS às [8:58 PM]
Não Abstenções:
Sim, não está morto, vive em algum lugar escondido, mas vive e torna da minha vida trevas turvas e amargas. A falta fez enormes modificações em mim, mudanças que causam uma angustia indistinguível, apática e inadmissível.
Estou enlouquecendo na sobriedade continua e na falta. Na ausência de amor e de mim. Falta de amor próprio e amor desperdiçado pelos outros. Um amor que já foi terminado e esquecido, mas em mim ele continua estático e me faz sofrer moléstias e derrames de sangue.
Estou podre, apodrecendo por dentro e por fora, alucinando-me antes da febre chegar e tomar conta de meu ser. Será que desta vez tudo se extinguirá? Ou será que continuarei aqui e terei de esperar a próxima moléstia chegar e me levar de uma vez.
A ilusão e o vazio estão me matando à falta de tudo e de algum valor. Só no mundo, uma estranha no mundo, que não fará a mínima falta a ele, assim como nunca fez.
E são apenas mais devaneios, eu sei.

Por PSEUDOS às [10:27 PM]
Não Abstenções:
Vou colocar o meu e-mail a disposição de quem quiser mandar-me alguma mensagem, cereja_assassina@yahoo.com.br, estou colocando principalmente pelo fato de ter demorado mto tempo dara responder o comentario do Freedom, e apesar de responder decidi coloca-lo aqui também, talvez alguma outra pessoa tb queira.
Pretendo atualizar aqui descentemente em breve, isto pode ser hoje, ou daqui umas semanas........
Por PSEUDOS às [7:58 PM]
Não Abstenções:
Confusa estou sem saber o que fazer com a minha vida. Minha vida que nestes últimos dias tem sido menos amarga e mais confusa do que nunca. A bebida não conseguiu chegar ao meu estomago por mais uma vez, e por mais uma vez eu continuei sobrea apesar de todos ao redor estarem ficando alegres.
Não diria que estou mal, nem direi que a vida é bela, apenas digo que não sei o que fazer da minha vida, nem sei que rumo irei tomar, pois meus dias e minhas dualidades invadiram a minha mente e por mais que eu pense eu não consigo decidir o que fazer, nem o que eu poderia tentar fazer.
É o caos meu amigo, o caos que eu propus a mim mesma para poder tentar fugir de um passado de magoas e agora não sei o que propor para poder sair desde caos continuo que uma vez pode salvar a minha vida, mas agora pode me matar.
Por que é tão difícil mudar as coisas? Por que a inércia é tão estonteante e me faz crer que uma mudança poderá me afetar, e depois eu volte a crer que as facas e os pulsos cortados são a melhor saída.
Esta inércia está me matando e criando em mim um medo enorme de começar a por vida em ordem, para que eu possa entender tudo, e saber aonde eu poderei encontrar as respostas para as próximas perguntas.
O dualismo é foda.....

Por PSEUDOS às [12:16 AM]
Não Abstenções:
Sinto a morte dos dias, sinto a ausência de vontades invadir-me; o dualismo de idéias e sentimentos está me fazendo gotejar ilusórias gotas de sangue, pouco a pouco perco a minha vida e me torno uma pessoa mais amarga, é rir para não chorar, sorrir para tentar esquecer e gostar por não poder amar.
Tudo o que me disseram, tudo o que eu deixei de escutar, fez a minha alma apodrecer, deixei a indecisão, o surreal, deixei o que apenas traz a ilusão de felicidade embriagar-me, assim como um alcoólatra se embriaga com o vicio.
Febre inebriante, tontura crônica, o não ser por não saber o que ser, não saber o que sou ou o que um dia fui.
Vazio cortante, vontade inebriante de cortar as peles. O que antes mostrava-se como uma simples calmaria e dualismo de idéias, agora configura-se triste e inerte. Em minha mente dominada pelo negrume do caos, meu corpo padece com dores que jamais deveriam ser sentidas.
Insânia, estou caindo cada vez mais fundo nesta decadência, sinto-me só. Este vazio dos dias, está roubando pouco a pouco a minha alma. É escuro e nas trevas todas as saídas se extinguem.
Apesar de meses sem ver-te, após meses sem ti, após tudo, após sair para não sofrer, após todos o mal sentido a causado por mim, após tudo e apesar de tudo. A morte de meu ser e o ressurgimento das cinzas pelas cinzas. Estática estou e ficarei com meu sentimento, vontade e desejo não mortos. Ressurgi da morte, queimei e virei pó e apesar de tudo, apesar de tentar, continuo pó, e o vento me leva para aonde ele quiser. Ressurgi para ser o nada, ser estático se há inércia e o rebelde se há ventos. Ressurgi do nada e estou sendo o nada. A ausência de idéias à inércia, vazia e apática em preto e branco.
Tua falta que corrompeu pela a primeira vez a minha pele, a tua falta que me fez desistir de ti, a tua falta que matou-me a mata-me. A tua falta que em uma madrugada qualquer toma-me a noite insone que pensa em devaneios sobre ti. Eu relembro-me de tudo e choro por tudo e pela ausência de felicidade, choro por não poder estar aonde eu deveria e por não ser o que eu sou. Um pedaço de carne que ri, chora e fala, e tenta encontrar a tua alma em um publico local aonde sinto-me um mero escarro.
Sinto-me só, triste, apática, perdida no mundo e sem o próprio mundo. Sinto falta de mim.
Há sangue na ausência de gritos, não há mortos mas existe um ferido.
Por PSEUDOS às [6:07 PM]
Não Abstenções:
Neste cemitério de ilusões perdidas eu caminho só, confusa estou como sempre estive. Há um profundo dualismo de idéias e uma enorme quantidade de sentimentos vem à flor da pele, e cada vez me perco mais em um emaranhado de idéias e divagações.
Vida monótona vida, após o termino de todas as ações que me traziam felicidade, após o termino do sentimento que me dava vida, após o termino dos amores, o tempo que passou-se devagar, mas se esvaeceu cedo demais, após tudo e apesar de tudo, ainda estou aqui com antigas marcas na pele, mente putrefata em caos. Mente putrefando em vida.
Perdi-me em um caminho escuro e apesar de o meu corpo sair da constante alucinação causada pelo álcool, minha mente continua tão confusa quanto um dia foi, mas a bebida, a futilidade e o prazer pelo prazer não tem mais valor algum, apenas trazem mais angustias a minha confusa pessoa.
Eu continuo sofrendo, desde o dia que eu percebi que as pessoas vão embora e não dão a mínima ao sofrimento alheio, continuo procurando uma saída para este túnel de luzes apagadas que me sufoca cada dia mais.
Cada vez mais fundo nesta lama que em um dia comum de meu passado sem querer eu coloquei os pés.
Para o meu futuro sem expectativas não tenho idéia do que quero, meu passado que deveria ter sido queimado faz que meu presente seja dominado pelo medo e pela vergonha.
Sou tão diferente do que sou, minhas ações viciada em futilidades não condizem com minha mente. Por vezes pareço tão fria, tão apática. O mundo mudou minha personalidade me deixando assim, quando perdi minha vida em um túnel de trevas, quando pela primeira vez passei as laminas em minha carne. Quando chorei sendo que deveria sorrir.
Meu eu morto me atormenta com divagações continuas sobre ações por vezes feitas a meu ser atual, divagações continuas e cortantes. Meu eu morto me faz falta, não posso mais suportar esse meu eu fútil que está carregando minha alma.
Não suporto mais este viver por viver, eu quero algo que seja real e que faça bem para este ser decomposto.
Estou perdendo pouco a pouco minha alma.
Por PSEUDOS às [5:38 PM]
Não Abstenções:
A saudade sufocante do ano passado, as comparações sempre feitas, a vida em um museu.
Confusa estou, minhas peles ainda não estão cortadas, e meu rosto ainda está apenas úmido, e eu espero pela fossa inevitável, estou vendo tudo o que diziam que ia me matar, e o que era a minha única diversão, tirar cada vez mais um pouco de minha vida, com a confusão que só eu não consigo encontrar uma saída.
Tudo o que um dia me fez rir, me faz ter repulsa de meu ser, que por vezes é fútil demais, e não consegue mais amar da mesma forma que um dia eu amei, apenas relembra amores mortos, o passado que configura triste e inerte nas lembranças corrosivas.
Meu passado deveria ter sido como sempre foi, mas aquele curto espaço de tempo que realmente vivi me fez ter vontade de viver, mas meu passado é apenas mais uma utopia para o amanhã.
Vivo em uma cova, enterrei-me junto aos meus sonhos, estou triste, estranha, apática, choro por não querer rir. E acima de tudo eu tenho uma imensa vontade de não fazer nada, ou mudar tudo em minha vida. Estou vendo a minha morte, deixando o amor passar e eu me acho tão podre que não tenho o direito de tentativa, falta coragem para esta covarde.
O problema está na semi-vida do passado, meu amor ainda não morreu, e apesar de meses ainda luto contra ele, para que talvez eu consiga viver.
E apesar desta confusão atual, meu amor ainda não morreu.

Por PSEUDOS às [10:42 PM]
Não Abstenções:
De corpo e alma apodreço, o vento frio dos últimos dias tem me feito sentir a solidão profunda que há tempos me segue e que por uns dias senti a tua inexistência.
O vento frio e o sol morno me fazem lembrar por mais uma vez de meu passado, de mim, e a época que era feliz; estou vazia por demasia por um tempo demasiadamente longo.
A doce ilusão entrou em contraste com a perfurante realidade, a minha antiga embriagues estou em contraste com minha atual sobriedade, e a realidade insana, torturante e torta mostrasse cada dia mais sua podridão e suas facas.
Os dias dos andares sem direções em busca do nada se acabaram, o frio gélido não é sentido há meses por causa de um verão demasiadamente longo, e o outono apenas acabou de começar, agora será um tempo de folhas secas, arvores vazias, e ambiente amarelado, assim como meu coração definhado se encontra, perdido, na escuridão dos dias. O verão acabou, para uma pequena felicidade, e agora o frio, trará mais solidão para junto de meus ossos, o frio gélido que adentra pelas roupas mais quentes. Mas por hora, estou satisfeita com folhas secas, corações secos, arvores com aparência morta, alma aparentemente morta.
Este vento frio com cheiro de morte me faz pensar um pouco na vida, e pensar na época que a vodka tornava os meus dias um pouco mais quentes.
Está tudo nostálgico e melancólico por demasia, e eu gosto disso. Poderia estar bem pior.
Por PSEUDOS às [5:02 PM]
Não Abstenções:
Escrevi isto outro dia em um momento de angustia....
Caos, vazio cada vez mais invadindo minha mente putrefata; minhas entranhas que estavam adormecendo a inércia de meu ser foram acordadas por um súbito desastre que me fez por meus pés por uma vez mais neste chão lamacento e fétido.
A enorme vontade de passar as laminas por minha pele é apaziguada por saber que os cortes são marcas, que se descobertas, podem me levar um pouco mais fundo neste caos.
Meu pálido braço, com a sombra do que um dia foi à morte, meu pálido ser, com a marca de que um dia sentiu, foi e é a morte.
A incerteza da manhã seguinte, a incerteza da duração da vida, o relógio cronometrando o tempo desigual e lento, visto de um cárcere. Esperar as horas passar, esperar a vida passar e a morte chegar. Esperar o fim, dentro de um matadouro que está transformando tudo em carnificina.
Sinto-me só, sinto a falta de alguém, alguém que eu nunca conheci, sinto a falta de uma parte de meu passado, sinto falta de mim, sinto falta da época que podia sorrir, sem ter o que afogasse o meu riso. Meu presente está desigual e demasiadamente monótono; sinto falta, admito da ignorância, do amor desmedido e escondido, do amor puro e ilusório, da época que era feliz, da época que quando terminou me trouxe a este mundo, com todas as magoas e ressentimentos possíveis, aqui está árduo demais para encontrar uma saída.
Sinto falta do cheiro das flores molhadas pela chuva, em algum lugar que não estivesse rodeada de mortos. Sinto falta da vontade de viver e de preservar a vida.
Sinto falta de poder pensar que eu ainda sou uma criança e que tudo isso vai passar, sinto falta da vontade que tinha de mudar o mundo; eu sou ainda tão jovem, mas este mundo me envelheceu, estas pessoas que tentaram me matar ainda estão me matando, a vida está árdua demais para poder ser vivida.
Eu só vejo caos, agonia e o sangue das rosas mortas, a cruz me persegue, não há um momento que a minha consciência não reclame. Sinto falta de amor, do amor e de amar.
Sinto falta de sentir falta de alguém, meu amor morreu, morreu após a segunda fossa, morreu após eu perceber que é quase impossível eu amar novamente. Agora tudo o que eu tenho não vale mais nada. Tudo esta perdendo o seu valor, assim como pouco a pouco eu perco a minha alma.
Sinto a falta de amor e sinto a falta dele, apesar de não ama-lo.
Estou confusa, cansei de escrever, cansei de estar com alguém e me sentir só, estou cansando, e essa bendita vontade de morrer não está forte o suficiente, está esperança que me cega é insistente por demasia.
Apesar de saber que amanha minha alma estará um pouco mais morta, estará um pouco mais triste e um pouco mais só, que apesar de saber que isso nunca irá mudar, eu não quero ir embora agora, apenas gostaria de ver o meu sangue escorrer mais um pouco. Um pouco por cada magoa, um pouco por cada um que fez mal a mim e ajudaram a matar pequenos pedaços de minha alma. Gostaria de ver o meu sangue escorrer para que eu pudesse sentir que apesar de ainda estar viva eu posso mudar isso em um instante.
Sinto falta de mim e falta da época que eu podia amar.
Por PSEUDOS às [6:28 PM]
Não Abstenções:
Confusão, dualismo de idéias, sentimentos distorcidos, passado agonizante, morrendo ao ver que esta confusão demente sempre presente não pretende nunca abandonar-me, eu não posso mais suportar.
Seus olhos, seus olhos são a maior causa desta confusão, a abstinência de álcool cortada, a minha preocupação interminável, e não saber como ajudar, e não poder ama-lo como eu queria.
Mundo matando-me aos poucos, cansei, cansei principalmente de mim mesma, cansei de saber que apesar de tudo, apesar de você, eu continuo me sentindo só, eu não posso suportar esta dor inexplicável. O silencio, o teu silencio, estranho, apático, morto, falas tão pouco meu querido.
Alucinações, a espera, a saudade sufocante..........a ausência da tua voz faz que a falta de confiança me atinja em cheio. Não te entendo, não sei o por que sua voz é tão rara. Amo-te tanto meu querido, mas infelizmente sei que não posso ama-lo, esta semivida já me torturou o bastante para eu querer sofrer de novo. Estou realmente muito triste e magoada para poder amar alguém, sinto muito meu querido, e por favor, não desapareça.
Por PSEUDOS às [10:11 PM]
Não Abstenções:
Tente me fazer acreditar na ultima esperança.
As horas passam atônitas à alta taxa de inércia em meu ser, longe do único local que me faz uma real falta e que mata-me quando estou aprisionada. As paredes que por hora estão sem vidas, apagadas, da morte que lhe foram submetidas com pequenas gotas de sangue. As rosas sangram e sofrem enquanto definham no meu cárcere; em minha ausência continuam a executar as mesmas notas fúnebres que me foram submetidas, a solidão e a tristeza, de uma porta fechada para pessoas e felicidade. Mesmo em minha ausência as rosas representam a minha repulsa e agonia em relação à vida.
Meu pensamento sofre constantes oscilações e de tempos em tempos retorna ao meu maldito cárcere que por eras é a companhia mais amiga e acolhedora que pude encontrar. É sufocante a falta que um maldito local pode causar.
Por vezes as oscilações me fazem lembrar de ti, e a certeza de decepção futura me faz oscilar entre o medo e a angustia.
...........Tristes sonhos serão apagados e consumidos pelas chamas; e os cacos do espelho quebrados perfurarão a minha carne como nunca antes, as imagens retorcidas e separadas de minha pessoa causarão alucinações duradouras, que foram causadas pela saída mais rápida..........
Este medo fundido com a angustia me fazem sentir que a solidão que há eras tem sido minha única companhia, será mais fácil de suportar do que uma curta falsa sensação de felicidade, que antecipará um fim trágico, cheio de devaneios, lagrimas e sangue. Se ao menos eu pudesse acreditar que a sua falta jamais seria sentida. É repulsivo ter de admitir a mim mesma que você já deixa um espaço vazio. Se você nunca fosse fazer falta, como tudo o que já teve valor está fazendo....
Tente me fazer acreditar na ultima esperança.
Meus sonhos foram roubados, queimaram em uma fogueira de magoas e um a um foram perdendo a vida, agora eles dançam inertes, em minha mente putrefata, que teme os fantasmas que eles representam; o passado me atormenta e esta em constante luta com o futuro, para decidir quem fica e quem irá me abandonar. Está luta está tornando o presente um caos de magoas passadas, fundidas com um futuro ilusório.
As esperanças foram morrendo uma a uma, pela decepção dos sonhos decepados e despedaçados. Escorridos pelas paredes e minhas entranhas, caídos pelo chão e pelo caos. Envenenadas pela mais bela flor chamada ilusão. O sofrimento me invadiu, a angustia chamou-me de lar e a agonia tornou-se parte de meu dia a dia. Os sonhos queimados, as esperanças mortas, a ilusão murcha, a vida semimorta, a morte quase viva. A tristeza tornou-se apenas mais uma marca entre as muitas que escondo.
A lembrança da primeira vez que vi o teu rosto, a lembrança da primeira vez que pude sentir algo por ti. Mas está ulcera está corrompendo minha vida à medida que o câncer corrompe ao meu corpo. Sinto a morte entrar pelas minhas narinas e pelas feridas abertas que não cicatrizaram com o tempo, gostaria de poder fugir desde ser antes que eu cause meu fim.
Insânia, demência, devaneios, a morte almejada acima da vida. Vida morrendo lentamente à medida que o metal corrompe a minha carne e adentra cada vez mais fundo. As veias estouram a pressão e o sangue escorre rubramente pela pele leite e o corte que reluta constantemente para se fechar e preservar a vida de um ser estúpido, que sem desistir passa mais uma vez o frio metal cortante pelo borrão vermelho causado pela falha tentativa de causar um maior estrago. Estrago causado pela certeza que a solidão sempre foi e sempre será a minha única companhia.
A ausência de esperanças causou o fim dos anseios, o vazio invade-me. Vazia, sem cor, sem vida, semimorta, deixei tudo de lado, deixei de esperar, deixei de desejar. Vazia com as peles cortadas; tudo o que eu possuía foi tirado de mim, exceto a tristeza que cada vez possui um espaço mais amplo.
A ausência de vida está me matando, estou morrendo à ausência de vida.
É inexplicável a causa de eu conseguir continuar a colocar estes devaneios no papel, mas é a ultima esperança que pouco a pouco está se sucumbindo que me segura aqui, apesar de ser apenas uma carcaça podre e fétida. A esperança esta morrendo, eu estou agonizando em meu leito de morte, já estou deixando de ansiar a felicidade. Cada vez mais estou buscando a saída mais rápida e apagando a ultima luz do meu túnel, eu cheguei ao final, e me vi nas entranhas da morte, em um corredor sem saídas e agora sem luz alguma. A lanterna dos afogados foi inundada por uma maré de magoas que apagaram a ultima réstia de luz, estou afogando nas profundezas de um mar de sangue e lagrimas sem fim.
O vazio me invadiu pelos cortes e feridas abertas causadas por está tola; como se um vírus letal lentamente corrompe minhas células, lentamente corrompo minha pele e me mostro que o futuro inexistirá.
Ninguém entende, ninguém entenderá a realidade insana e torturante mais improvável já vista.
É difícil sorrir, quando tudo dentro de mim está morrendo e estou ficando cada vez mais só, em um mundo particular que me envolvi, meu mundo particular que criei paredes de concreto por todos os lados, estou vendo minha mente se sufocar à ausência de ar.
Ninguém entende quando descobre estes devaneios peculiares de minha mente, uma louca perdida em um mundo de humanos, só, com a única esperança que restou, apos a morte de todas as outras ao verem os sonhos queimando um a um. A esperança de felicidade a cada dia mais doente e sufocada, cada vez está se sublimando e se esvaecendo mais rapidamente.
Nunca poderá entender-me e desistirá de mim assim como sempre foi.
Não entendo o por que desta realidade insana que estou, e a morte está esquecida me mim há tempos. A data do meu óbito é indeterminável, e tudo isso é o que você deveria saber, antes que todo o meu tormento acabe-se por desabar por cima de inocentes. E sei que se esvairá como todos os outros.
Tente me fazer acreditar na ultima esperança, apenas isto.
Por PSEUDOS às [5:02 PM]
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Eu não posso mais me suportar, e não consigo mais conviver com uma dualidade de sentimentos que está me matando aos poucos, aos poucos eu estou morrendo, é estranho, eu sei, mas eu sinto que ele está morrendo junto a mim, com as mesmas manias auto-destrutivas que antes eu tinha, que antes ele não sabia da existência, eu gosto tanto dele,
e ele estava com os braços cortados, assim como as minhas pernas estavam, eu senti um vazio profundo invadir o meu peito, eu senti o quanto eu gosto dele e o quanto eu estou sendo má para com ele. Eu gosto muito de ti, meu caro, e eu fiquei sem poder fazer nada vendo suas peles cortadas exatamente como as minhas também estavam, eu consegui perceber o outro lado da moeda, eu consegui enxergar o quanto eu gosto de você, e o quão rapido você pode deixar de estar aqui; e neste momento insano eu vejo como a tua falta me faz pensar em o quanto a vida é curta, e pensar o quanto estas longe. Queria que você estivesse aqui.

Por PSEUDOS às [8:34 PM]
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