Perfil
Nome:Annia
Idade:16
Trecho:Loucuras e loucuras é o que define a minha vida, minha misera simplória vida, por vezes bebo, por vezes reclamo, por vezes deixo de ser para não me acabar.......Amei demais demasiadamente, machuquei-me demais e demasiadamente, agora não consigo mais amar, apenas vagueio procurando uma vida mais feliz, um dia legal, um amigo para me salvar, alguém que eu possa amar completa e verdadeiramente, alguém que me escute, me entenda e me descomplique, alguém que seja como tudo o que eu preciso, e o que eu preciso nem eu sei.......Enquanto isso vou levando minha vida, passeando por entre túmulos, brincando de ser feliz, alucinando-me, embebedando-me, enlouquecendo-me e ficando feliz sem motivo, rindo da minha desgraça, rindo de meu ser, rindo de como eu ainda continuo viva, rindo simplesmente por rir, rindo para não chorar. Apenas ambicionando a liberdade, apenas vivendo por viver, vivendo sem justa causa, vivendo para não morrer, e morrendo a cada amanhecer, morrendo a cada anoitecer, morrendo a cada dia perdido de minha vida........


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26.1.04

Nada muda, nunca vai mudar, a realidade insana e torturante sempre será a mesma, e o mundo, e o meu mundo, apesar de por vezes belo sempre vai desabar por qualquer motivo, qualquer razão que me faça lembrar de todas as fossas que já passei.
Motivos atuais eu não tenho para ficar mal, mas o passado, o passado negro e obscuro me sufoca pouco a pouco, as lembranças quebradas, tortas e sinuosas, as cores alucinógenas, a tontura causada pelo álcool, as noites de insônia e sangue, o cheiro do cemitério molhado por chuva, a lembrança do abandono após o choro, o adeus durante a chuva de granizo; eu não posso suportar o meu passado de angustia e agonia. Nada está curado, e nunca vai estar, são lembranças demais, lembranças que por vezes se configuram em cheiros e cores e gostos; e a saudade arrebatadora, tudo isso me sufoca, meu passado está matando o meu futuro.



Eu deixei de estar enlouquecendo, para chegar a conclusão que eu enlouqueci, eu enlouqueci há eras, desde quando a vida tentou me matar, desde quando eu fiz o primeiro corte em minha carne, desde quando o primeiro que eu amei riu da minha cara por eu dizer que o amava. E não parei até hoje de ver o meu sangue escorrer, eu jamais vou parar.
Este blog, este blog angustiante e triste é o único lugar em qual eu demonstro meus sentimentos, fora daqui, sou uma pessoa aparentemente com um raciocínio normal, apenas um pouco perturbado. Quem não me conhece profundamente não diz que eu sou a mesma que escreve aqui estes textos estranhos que por vezes nem eu entendo.
Desde quando eu fiz os primeiros cortes em meus pulsos eu nunca mais fui a mesma, perdi o medo da morte, e comecei a chamá-la a maioria dos dias. Depois de inúmeras tentativas de morte, todas falhas,descobri que sou apenas uma pessoa que não tem capacidade nem para se matar, nunca dá certo, nunca deu, e provavelmente nunca vai dar. Eu apenas continuo aqui com meus delírios cotidianos, eu vou morrendo aos poucos, minha mente morre, e meu corpo não deixa minha alma ir em paz.



Enlouqueci, o passado está me matando, eu não posso mais suportar as más lembranças que configuram tristes e inertes em minha mente. Quero esquecer de tudo, mas eu não posso, eu não consigo, eu não sou forte o suficiente, como eu pude ter sido tão burra, tão ingênua, há anos uma lembrança me apavora, foi ela que apagou meus sonhos e consumiu todas as esperanças. A anos eu a suporto, mas tenho vontade de mata-la, mas eu nunca vou poder fazer isso.



Eu continuo aqui, nada muda, eu não sei se um dia vai mudar. Se essa lembrança fosse inexistente nada disso estaria acontecendo, eu não estaria sofrendo até hoje, eu não teria que aturar uma podre mente atormentada.
Isso são apenas delírios cotidianos, sempre foi assim desde aquele dia, e sempre será, já desisti de tentar ser mais normal, a normalidade inexiste para mim.

Meu querido amigo, agradeço por ter conseguido me aturar até hoje. Agradeço muito, por tudo, e saibas que você sempre terá minha consideração.

Isso é apenas eu.....

O passar das horas......



Ou apenas ........ As horas.........horas tristes e inertes que pouco a pouco consome a minha vida, o pavor daquela lembrança me condena a loucura. Loucura até a morte, infelizmente terei de suportar-la. Não agüento mais o mundo sobre as minhas costas, o meu mundo sobre as minhas costas (ele está pesando demais). As horas estão me matando, aquelas horas que se passaram envenenaram a minha alma, e uma agonia torturante me segue desde aquele dia, aquela noite.

E o que existe em mim hoje é apenas o que sobrou.

A insônia....

A ulcera....








Postado por Annia | 3:59 PM |

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Comments:
23.1.04


Postado por Annia | 3:54 PM |

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Comments:
14.1.04


Postado por Annia | 12:47 PM |

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Comments:
4.1.04

Sites com boas fotos:

-Arte digital:
www.novembre.ws
www.eyesofchaos.com
www.eyeseered.com

-fotologs interessantes:
www.fotolog.net/black_n_white
www.fotolog.net/noir

Postado por Annia | 3:22 PM |

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Comments:
3.1.04

Eu escrevi este texto, eu pensei em não coloca-lo aqui. Ele ficou meio pesado, é ruim tem desejos destes para o ano novo, mas na realidade, não é o que eu quero, e sim o que eu acho que vai ocorrer.


Loucura quem sabe, apenas mais um ano, apenas mais um. Um ano que talvez não tenha sucessor, uma ano que talvez eu perca meu passado, talvez eu me perca em meu passado, indo a loucura incessante e agonizante.
Eu espero que este ano seja apenas um ano, eu não tenho vontades, eu não quero nada, eu quero dormir, descansar, e às vezes poder sair.
Os estudos talvez sejam tão abandonados quanto ao ano antecessor. Para que eu o quero? Eu tenho certeza, eu irei morrer cedo, eu não quero uma vida normal para mim.
O álcool, e que álcool, não importa a qualidade, a antecedência; dane-se o meu fígado podre que não agüenta muito álcool. Eu vou beber, não sei o quanto, talvez um pouco, talvez até cair, talvez quem sabe um coma, um vomito amarelo, ou alguma coisa do gênero.
Amores, que amores, eu não o tenho, eu nunca tive amor, ou se tive ele me provou que eu tenho de manter uma distância mínima, já são marcas demais que já fazem parte de meu ser. Eu não quero sofrer mais uma vez.
Este será um ano, o ano da desistência e da decadência, o ano sucessor do ano que se passou, o pior ano de minha vida, a fossa esta cada dia mais úmida e cada dia apodrece um pouco mais, é apenas a minha desistência, apenas estou desistindo.
Eu vou viver até a morte.
Desisto, vou continuar cortando meus pulsos podres que por vezes doem em antigos cortes. Vou beber, beber alucinogicamente até cair, beber até quem sabe a morte; vou matar, matar a tudo e a todos que eu amei, mata-los de dentro de mim, tirar as partes sentimentais que restaram de tudo que eu amei.
Passar um ano só, comigo mesma, e provando a mim que eu sou minha própria destruição, provando para mim que eu sou apenas uma alma podre que está neste mundo pelo acaso, eu deveria ter morrido há anos. Eu ainda não consegui.
Eu quero ser mais fria, eu preciso disto, eu quero que meu sangue gele até a temperatura ambiente pela falta de movimentos de um músculo chamado coração; coração podre e suicida (porque ama demais), eu quero morrer.
Eu abraço a desistência, após minha derrota, dou chance à morte. E serão apenas mais cortes em meus pulsos.



Postado por Annia | 11:12 PM |

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Este escrito é antigo, escrevi ele no começo do ano e guardei em minhas coisas, agora eu encontrei-o, e decidi coloca-lo aqui.


Por vezes eu perco as forças, mas na desesperança existe esperança, assim como na morte existe vida. Nada chega ao final, apenas no final do começo ou no começo do final. Nada termina, apenas modifica, altera.
Assim como esta desesperança me tortura, a esperança me cega, e eu continuo viva a cada novo dia que sobrevivo e deixo de viver; a cada novo dia que nasce e que sei, que é apenas mais um dia para minha tortura, é mais um dia de sofrimento, sempre um dia a menos de vida, em minha vida, em minha semivida, em que vago, sozinha na escuridão desde que nasci.


Postado por Annia | 8:41 PM |

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Entristecer na escuridão